Governo ianque tenta silenciar evidências da mudança climática global

31 de Janeiro de 2006

O principal especialista norte-americano da NASA reconheceu publicamente no jornal The New York Times que o Governo presidido polo criminoso de guerra George W. Bush tenta fazê-lo calar no referente às evidências sobre a mudança climática global que o Planeta padece.

James Hansen, nome do referido cientista, dirige há anos o Instituto Goddard para Estudos Espaciais. A sua intervençom num acto público em que reclamou umha "rápida reduçom" dos gases de efeito estufa, devido ao seu efeito no aquecimento global, provocou a imediata intervençom da Administraçom Bush para que os discursos dos cientistas da NASA fossem revistos previamente e censurados se necessário. O mesmo procedimento devia ser aplicado à presença da agência espacial ianque na Internet e às entrevistas concedidas à comunicaçom social.

A existência dessa censura foi denunciada por Hansen, quem afirma nom ter obedecido as directrizes, enquanto Dean Acosta, um dos responsáveis polas relaçons públicas da NASA, desculpou o Governo e a Agência dizendo que as "restriçons" a Hansen som as mesmas que afectam ao resto de trabalhadores da NASA.

Hansen, por seu turno, acha que a censura da Casa Branca impede que a populaçom tenha plena consciência dos achados científicos mais recentes sobre mudança climática, e portanto sobre os riscos que afronta a nossa espécie num futuro imediato. Já em 2004, esse cientista denunciou a efectiva mordaça que mantém calados os seus colegas empregados em organismos públicos estado-unidenses.

No entanto, as cousas tenhem piorado desde o passado mês de Dezembro, quando começou umha campanha sem precedentes nos últimos 30 anos para silenciar a dissidência de cientistas independentes como ele.

Por trás da censura, o aparelho estatal e industrial ianque oculta importantes interesses económicos num esquema predador que tem na emissom de CO2 (dióxido de carbono) umha das premissas para a manutençom do lucro, e na grave deterioraçom da vida no Planeta o seu resultado cada vez mais evidente.

Blair reconhece que "os riscos podem ser piores do que pensávamos"

Entretanto, o primeiro-ministro británico, Tony Blair, reconheceu que o actual ritmo de aquecimento terrestre é maior do que os líderes mundiais vinham reconhecendo. O incondicional aliado de Bush afirmou literalmente que "os riscos da mudança climática podem ser piores do que pensávamos até agora".

O Gabinete Meteorológico británico acabou de publicar um documento que aponta nessa direcçom, citando possíveis conseqüências no curto prazo da tendência actual, como umha grave escasseza de água que afectaria 2.800 milhons de pessoas em todo o mundo, o deslocamento maciço da populaçom de África, a difusom de doenças como o paludismo por África e América do Norte, a perda de 97% dos recifes coralíferos e a extinçom espécies como o urso polar ou a morsa, após a previsível desapariçom dos gelos do Ártico.

 

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