Jovem operário naval morre nos estaleiros de Ferrol

27 de Abril de 2005

Ángel Vasques, jovem trabalhador ferrolano de 33 anos, morreu ontem, um dia depois de sofrer um acidente laboral nas dependências de chapa fina do estaleiro Navantia em Ferrol, quando umha explosom num tanque lhe provocou graves ferimentos.

Polos vistos, o obreiro do estaleiro recebeu o impacto do aceiro que formava o depósito na cabeça, tendo que ser transferido, após os primeiros socorros na própria oficina, para o Hospital Juan Canalejo da Corunha.

Lembremos que o sector da construçom naval representa na Galiza um dos sectores laborais com maior índice de sinistros, sem que até hoje tenham sido tomadas medidas efectivas conducentes a reduzir a incidência dos mesmos em forma de acidentes de gravidade diversa, como o que agora custou a vida ao jovem Ángel Vasques.

Reproduzimos a seguir o comunicado feito público por NÓS-Unidade Popular ante esta nova morte de um trabalhador galego no seu posto de trabalho.

 

NÓS-Unidade Popular ante a morte em Ferrol de mais um operário no seu posto de trabalho

A Assembleia Comarcal de NÓS-Unidade Popular quer manifestar mais umha vez o seu pesar pola morte de um jovem trabalhador num dos estaleiros galegos, quando cumpria a sua jornada laboral, e como conseqüência de um acidente cujas circunstáncias estám ainda sem esclarecer.

Se alguns sindicatos, instituiçons e meios de comunicaçom se lembram da segurança no trabalho só cada vez que nos vemos obrigad@s a contabilizar umha nova vítima, nom é este o caso da nossa organizaçom. NÓS-UP tem realizado nos últimos anos campanhas de denúncia e agitaçom contra a desprotecçom generalizada com que milhares de galegos e galegas se vem obrigadas a trabalhar.

No caso do sector naval, o índice de acidentes converte essa actividade profissional numha das mais perigosas para @s trabalhadores galegos e galegas, incluídos os acidentes graves e mortais, segundo reconhecem os próprios governos espanhol e autonómico. Apesar desta realidade, continuam sem ser tomadas medidas que obriguem o Patronato a dar condiçons de segurança às trabalhadoras e trabalhadores. Em nome do máximo lucro com o mínimo investimento, o elo mais fraco continua a ser o direito d@s obreir@s a trabalhar sem termos que jogar a vida num andaime ou umha oficina de reparaçons navais, como acaba de acontecer com o jovem trabalhador ferrolano Ángel Vasques.

Também as principais organizaçons sindicais mostram um preocupante desleixo quanto à necessidade de exigir das instituiçons públicas umha política real de combate à sinistralidade laboral e de sançons aos empresários que evitam garantir esse direito aos operários e operárias galegas.

Pola nossa parte, de NÓS-Unidade Popular continuaremos a reclamar um trabalho digno e seguro para o conjunto da populaçom galega, denunciando a responsabilidade da Administraçom e dos empresários nessa forma de terrorismo patronal conhecida como "acidentes laborais".

27 de Abril de 2005


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