O PP opom-se ao reconhecimento das vítimas do holocausto nazi

18 de Maio de 2005

O Partido Popular continua a mostrar o seu verdadeiro carácter neo-fascista negando-se a qualquer reconhecimento às vítimas do holocausto nazi no Congresso espanhol. Foi a proposta do grupo catalám ERC que se apresentou umha proposiçom que pede ao Governo espanhol a reabilitaçom moral, jurídica e económica das vítimas espanholas do Holocausto. O PSOE rebaixou consideravelmente as pretensons de Esquerra Republicana de Catalunya, suprimindo o ponto referido ao apuramento de responsabilidades do Estado espanhol no extermínio nazi.

Evita-se assim qualquer reclamaçom ou condena do colaboracionismo do regime franquista e do seu ministro filo-nazi Serrano Suñer, que enviárom a morrer nos campos nazis um número indeterminado de comunistas, republicanos e integrantes dos movimentos periféricos de libertaçom nacional, mas que em qualquer caso se conta por milhares.

Porém, o mais significativo desta votaçom é o posicionamento do Partido Popular que, com a escusa de "nom contribuir para o debate revisionista sobre a Transiçom", recusam-se a qualquer condena do genocídio nazi-fascista, e nega o mais mínimo reconhecimento às milhares de pessoas enviadas à morte certa polo fascismo espanhol. Especial relevo atinge o facto por coincidir com as comemoraçons internacionais do 60 aniversário do holocausto.

Esta posiçom pró-fascista do PP, reiterada e cada vez mais marcada, vem somar-se à sua negativa à condenar os golpistas que provocárom a Guerra Civil e a própria ditadura genocida de Francisco Franco, pai político do actual Partido Popular e do conjunto da direita espanhola. Em simultáneo, o Partido Popular impulsionou nos últimos anos legislaçons ditas "antiterroristas" que provocárom a ilegalizaçom de forças independentistas e de esquerdas como Batasuna, a clausura de meios de comunicaçom e outras medidas de excepçom. Umhas medidas que o actual governo espanhol nom derrogou.

Mas, inclusive na actualidade, o PP continua a teimar na reclamaçom de que seja anulada a representaçom da esquerda independentista basca presente no Parlamento autónomo. Com as leis espanholas na mao, caberia mesmo iniciar o processo de ilegalizaçom do próprio PP, pola sua reiterada apologia do genocídio e a contínua negativa a condenar a violência em massa praticada polas ditaduras franquista e hitleriana, para já nom falarmos do envolvimento directo do seu governo nos crimes contra a humanidade na Guerra do Iraque.

 

Voltar à página principal