Governo espanhol ameaça com construir cemitério nuclear em território galego

27 de Julho de 2005

O Governo espanhol do PSOE mantém as mesmas propostas de "progresso" que vinhérom impondo os diversos governos que o precedêrom para o nosso país. Desta vez, pretende construir em solo galego um búnker-cemitério nuclear que armazene os resíduos radiactivos de polo menos nove centrais nucleares espanholas.

Segundo a revista "Capital", o Governo espanhol ofereceria 12 milhons de euros anuais à Cámara municipal que acolha o projecto, tendo sido já inspeccionadas as zonas de Mondonhedo, Fisterra e a Gudinha, para a construçom de um complexo do tamanho de um estádio de futebol, e cuja localizaçom nom está ainda decidida.

A presidenta do Conselho de Segurança Nuclear (CSN) respondeu ao questionamento sobre os graves perigos que para o ambiente e a saúde implicaria semelhante instalaçom, dizendo que "os riscos de um armazenamento nuclear som perfeitamente assumíveis". Nom dixo é por quem, mas com certeza se referia a ela própria e ao resto de responsáveis políticos, que sem dúvida farám vida a muitos quilómetros das instalaçons radiactivas.

Nom é a primeira vez que se fala desta hipótese, que o próprio Manuel Fraga saudou em mais de umha ocasiom, que viria engrossar a lista de actividades e enclaves altamente poluentes e perigosos já existentes na Galiza, como as centrais térmicas das Pontes e Meirama, a celulose de Ponte Vedra ou a central de tratamento de resíduos perigosos de Somoças, além da planta de gás em plena Ria de Ferrol, em avançado estado de construçom.

O mesmo modelo de capitalismo mais podre, poluente e irracional continua a ser aplicado à Galiza polos sucessivos governos da direita e da social-democracia espanhola. É de esperar que a própria instituiçom autonómica alce a sua voz para manifestar a oposiçom a esta nova agressom ao nosso meio natural e à saúde dos galegos e as galegas.

 

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Vista de Chernobil, onde aconteceu um dos maiores desastres nucleares da história