Operaçons repressivas contra BRIGA e AMI fôrom baptizadas com os nomes de dous guardas civis mortos em acçons dos GRAPO em 1980

22 de Novembro de 2005

O que em aparência parecem ser nomes absurdos para nomear as operaçons dirigidas pola Guarda Civil nos últimos meses contra a esquerda independentista galega, acaba por explicar-se como umha homenagem a dous membros do corpo armado mortos em acçons dos GRAPO na Galiza na década de oitenta.

Lembremos que a operaçom contra BRIGA em Junho passado foi baptizada como "Cacharrón", enquanto a actual contra a AMI leva o nome de "Castiñeira". Dá-se a circunstáncia que dous membros da Guarda Civil, chamados Manuel Vázquez Cacharrón e Ricardo López Castiñeira, morrêrom em 1980 em duas acçons armadas dos GRAPO em Compostela e a Corunha, respectivamente. É mais do que provável que os mandos do corpo repressivo decidissem "dedicar" aos dous efectivos mortos há agora 25 anos as suas "brilhantes" operaçons de perseguiçom contra a dissidência política galega ao longo de 2005.

Esta mais do que provável hipótese indicaria igualmente que a estratégia de assédio contra a juventude independentista galega responde a um plano repressivo coordenado e traçado por altas instáncias e nom a actuaçons isoladas, desligadas entre si ou fruto da improvisaçom. O fio condutor, que mostra a tentativa de destruir por meios repressivos a autoorganizaçom juvenil independentista, conta agora com mais um indício. De resto, a "dedicatória" da Guarda Civil aos seus mortos em ataques dos GRAPO parece querer identificar, de maneira delirante, as duas entidades juvenis galegas, que desenvolvem o seu trabalho político de maneira pública e aberta, com a estratégia político-militar de umha organizaçom clandestina que pratica a luita armada.


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