Estado sionista anuncia novas anexaçons de territórios palestinianos

11 de Março de 2006

O primeiro-ministro israelita, Ehud Olmert, confirmou que o Estado sionista vai definir "fronteiras permanentes" para Israel ao longo dos próximos quatro anos. Nessa perspectiva, lançou umha ameaça ao novo governo palestiniano: se Hamas nom se desarmar e aceitar os "acordos de paz" que o sionismo lhe imponha, a soluçom será unilateral, como, de resto, tem sido até hoje.

Os planos sionistas incluem a anexaçom de amplas zonas da Cisjordánia, mantendo os assentamentos de colonos e o muro levantado por iniciativa de Sharon. Além disso, o Estado sionista descarta reconhecer o direito de retorno da populaçom palestiniana obrigada a abandonar o país nas últimas décadas, bem como o direito palestiniano sobre Jerusalém como capital da naçom palestiniana.

Confirma-se assim a manutençom do rumo maximalista marcado por Ariel Sharon, abocando o povo palestiniano a continuar a resistir, isso sim, com umha direcçom política mais preparada e decidida à luita do que na primeira etapa da Autoridade Nacional Palestiniana.

"Declaraçom de guerra"

Representantes de Hamas interpretam as ameaças de Olmert (favorito nos inquéritos para as eleiçons israelitas de 28 de Março, à frente do novo partido de direita "Kadima"), como "declaraçom de guerra", e advertiu-lhe que está "no caminho de cometer os mesmos erros que Sharon cometeu".

Há que lembrar que os organismos internacionais consideram como ilegais as ocupaçons de terras na Cisjordánia, incluída a capital histórica palestiniana, Jerusalém. Porém, nengumha medida é tomada para evitar que a maquinaria imperialista israelita continue a esmagar os direitos de todo um povo, contando para isso com o apoio ianque e a passividade cúmplice da Uniom Europeia e a ONU.

 

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