Luita popular contra a xenofobia e a violência policial espalha-se em França

4 de Novembro de 2005

O Governo francês está a ver-se abalado pola extensom dos protestos populares em resposta à violência policial contra a populaçom estrangeira e francesa de origem estrangeira. Em concreto, a morte de dous jovens de 15 e 17 anos electrocutados num transformador eléctrico quando fugiam da polícia, que os assediava e ameaçava, provocou a reacçom popular perante mais um episódio da violência institucional contra @s trabalhadores estrangeir@s e dessa origem. O desmentido dos factos polo ministro do Interior Nicolás Sarkozy e a cobertura do Governo da direita aos responsáveis polas mortes dos dous jovens provocou a ira em três departamentos das redondezas da capital.

Longe de estarmos ante um caso isolado, os dados oficiais afirmam que as denúncias contra a violência policial aumentárom em França durante o passado ano em 18,5 por cento a respeito de 2003.

A periferia de Paris vê como os protestos alastram, sem que a repressom e o envio de novos contingentes policiais, com o despregamento de 2000 efectivos, podam deter a revolta dos sectores mais marginalizados pola política neoliberal e racista que hoje impera na Uniom Europeia. Assim, se o Estado espanhol e a ditadura marroquina se ocupam da massacrar imigrantes nas barreiras fronteiriças de Melilha e Ceuta, as políticas aplicadas polos diversos governos dos principais estados da Uniom Europeia complementam a perseguiçom das massas trabalhadoras procedentes de África com exploraçom laboral, repressom e marginalizaçom.

A revolta dura já umha semana, em que diversas esquadras policiais fôrom destruídas, veículos dos meios de comunicaçom calcinados e interesses do grande capital atacados, como concessionários da Renault. @s revoltad@s exigem a demissom do ministro do Interior, enquanto o líder da extrema direita, Jean Marie Le Pen, reclama mais repressom contra o que denomina "hordas estrangeiras".

Dúzias de pessoas fôrom já detidas e o Governo francês está em situaçom de alerta ante o crescimento da indignaçom popular, incluindo suspensom de umha viagem do primeiro ministro, De Villepin, que continua a apostar pola "firmeza e ordem pública" como única medicina para um mal social como é a xenofobia e a marginalizaçom padecida pola populaçom imigrante, que regista os maiores índices de desemprego, insucesso escolar e precariedade laboral no Estado francês.

 

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A luita popular contra a violência policial estende-se nos bairros operários da periferia parisiense
Depois de terem causado a morte de dous jovens, os polícias franceses continuam a fazer dúzias de detençons e a carregar com violência contra a juventude trabalhadora imigrante