NÓS-Unidade Popular sofreu jornada de perseguiçom política por parte da Guarda Civil

16 de Fevereiro de 2006

A Guarda Civil espanhola reafirmou-se ontem na sua histórica e permanente ameaça contra os direitos civis e políticos na Galiza. Desta vez o objectivo foi NÓS-Unidade Popular, formaçom política legalizada e que desenvolve de maneira pública e aberta a sua actividade em defesa da plena emancipaçom nacional da Galiza, dos direitos das suas classes populares e contra a vigência do patriarcado.

A falta do comunicado de balanço da jornada repressiva anunciado por NÓS-UP para hoje mesmo, sabe-se que um total de quatro integrantes da Direcçom Nacional da formaçom independentista fôrom detidos em três comarcas do País. Em concreto, Abraám Alonso Pinheiro e Íria Medranho em Ponte Areas (Condado), Alberte Moço Quintela em Vigo e Bruno Lopes Teixeiro em Ferrol (Trasancos). A campanha contra os símbolos fascistas que NÓS-UP desenvolve de maneira intensa e existosa nos últimos meses ao longo da Galiza seria o principal "argumento" do corpo armado espanhol para a resposta repressiva de ontem.

@s quatro dirigentes independentistas ficárom detid@s durante horas nos quartéis das respectivas localidades, sendo submetid@s a interrogatórios de conteúdo político claramente atentatórios contra a liberdade ideológica e de participaçom política, com umha aberta criminalizaçom de umha organizaçom legal e de todo um sector social como o que na Galiza defende o projecto sócio-político da esquerda independentista.

NÓS-UP convocou mobilizaçons em Ferrol e Ponte Areas

A Porta Nova de Ferrol e a praça do Concelho de Ponte Areas registárom concentraçons de solidariedade com @s dirigentes de NÓS-UP detid@s pola Guarda Civil. Em Ferrol fôrom mais de 40 pessoas e em Ponte Areas por cima das 70, apesar da chuvada que caía nesses momentos sobre a vila.

Apesar da posta em liberdade d@s quatro independentistas, existem cargos contra tod@s eles, em relaçom com a campanha contra a simbologia fascista no caso da Íria Medranho, o Alberte Moço e o Abraám Alonso, sem que saibamos ainda em concreto, no momento de redigirmos estas linhas, a acusaçom dirigida contra o responsável nacional de Organizaçom de NÓS-UP, o ferrolano Bruno Lopes Teixeiro.

À espera do comunicado anunciado por NÓS-UP para hoje, recomendamos visitar o seu web nacional para maiores informaçons sobre todo o relativo à jornada repressiva de ontem.

Como cada vez que acontecem novos episódios repressivos protagonizados polas forças de ocupaçom espanholas no nosso país, de Primeira Linha em Rede transmitimos toda a nossa solidariedade aos detidos e detida, e no seu conjunto aos companheiros e companheiras de NÓS-Unidade Popular. Perante a falta de direitos e liberdades, é necessário manter a iniciativa em todos os ámbitos de intervençom social e política, exercendo umha incondicional solidariedade com cada nov@ represaliad@.

 

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Quase setenta pessoas concentrárom-se em Ponte Areas para denunciar a detençom de dirigentes de NÓS-UP
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A perseguiçom de independentistas nom ficou sem resposta apesar da forte chuvada que caiu na vila do Condado
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