Multitudinária manifestaçom contra o PGOM em Vigo

4 de Fevereiro de 2006

Umha grande manifestaçom popular percorreu hoje as ruas do centro de Vigo, convocada polo movimento vicinal, para exigir a paralisaçom do Plano Geral de Ordenaçom Municipal. A iniciativa insere-se na dinámica mobilizadora dos últimos meses contra um modelo de cidade ao serviço da especulaçom e o capital, e coincide com a última fase prévia à aprovaçom final do texto polo pleno da Cámara Municipal viguesa, contando com os votos do Partido Popular e Bloque Nacionalista Galego.

Diversas palavras de ordem combativas contra as forças políticas responsáveis polo PGOM, o PP e BNG, fôrom coreadas pola vizinhança que tomou as ruas da principal cidade galega, entre elas "Plano geral, plano ilegal" e "Bloque-PP, a mesma merda é".

No fim do percurso, manifestantes queimárom exemplares do Faro de Vigo em protesto polo tratamento informativo do conflito, em que o citado jornal apoia a política anti-popular do PGOM promovida polo PP e BNG.

A esquerda independentista participou activamente na mobilizaçom de Vigo, através de NÓS-Unidade Popular, atrás de umha faixa com a legenda "PP-BNG ESPECULADORES! Por um PGOM ao serviço do Povo Trabalhador”. Filiad@s de NÓS-UP repartírom um folheto em que se expunha a posiçom da organizaçom soberanista e socialista a respeito do Plano Geral de Ordenamento Urbano viguês.

Nele, NÓS-Unidade Popular denuncia que "o Partido Popular e o Bloque Nacionalista Galego olham para outro lado ante as reivindicaçons das vizinhas e vizinhos de Vigo que levamos meses saíndo à rua maciçamente para exigir um Plano Geral baseado nas necessidades reais dos bairros e paróquias". E acrescenta que "Esta nova maioria no pleno da cámara municipal só tem um objectivo: converter a nossa cidade num negócio multimilionário para promotoras, construtoras, entidades financieiras, superfícies comerciais e, como nom, para Citroën, Zona Franca, Caixanova e Carrefour".

Contra um projecto ao serviço dos empresários e especuladores, promovido de jeito irregular, NÓS-UP exige "a imediata paralisaçom do Plano Geral e o reinício da sua aprovaçom de jeito democrático em base ao critério de todas as associaçons e colectivos que representam a voz da vizinhança viguesa". A formaçom independentista reclama também "umha consulta popular prévia difusom do seu conteúdo entre toda a populaçom".

Podes ver mais informaçom e ler o texto repartido por NÓS-UP em Vigo no seu web nacional.

 

Voltar à página principal