As escolas galegas, sob vigiláncia policial

11 de Janeiro de 2006

Ontem amanhecemos com a "surpresa" do anúncio da presença policial massiva às portas das escolas, com o álibi do "combate às drogas". A organizaçom estudantil independentista, AGIR, emitiu um comunicado em que analisa a estratégia de controlo do estudantado por parte das forças repressivas no quadro da criminalizaçom da juventude. Polo seu interesse e actualidade, reproduzimos o texto, que pode ser também consultado no web nacional de AGIR.

As escolas galegas, sob vigiláncia policial

O ministro espanhol do Interior, José Antonio Alonso, comunicou em conferência de imprensa o dia 3 do presente mês as linhas mestras que dam forma ao plano do seu gabinete a respeito do despregamento de até mais de 3000 polícias e guardas civis no contorno dos centros escolares para efectuar hipotéticas tarefas preventivas sobre o início no consumo de drogas por parte da mocidade.

Em consideraçom às escolas como pontos neurálgicos no mercadeio de substáncias cujo negócio está ilegalizado, o departamento deu em comunicar, há por volta dum mês, as intençons deste programa policial. Daquela, de AGIR manifestamos a nossa oposiçom ao alegato a contingências de saúde pública como escusa à magnificaçom do moderno estado policial-penal desenvolvido ao abeiro de abafantes políticas persecutórias orientadas à delinqüência de baixo nível.

Como estudantes galeg@s, reiteramos que achamos inaudito, no marco educativo do nosso país, o recurso às forças repressivas espanholas para exercer umha vigiláncia fora de lugar, toda a vez que o alarme que a justifica é radicalmente inapreciável para nós. É por isto que qualificamos como nom grata a presença de elementos uniformados que se passeiem arredor dos nossos centros de estudo, entendendo como umha coacçom à nossa liberdade individual o facto de permanecer baixo "observaçom" dos institutos armados espanhóis. Chamamos também o estudantado mais consciente a se rebelar contra qualquer ingerência provocada a partir deste obsessivo despropósito controlador.

Acrescentamos aliás que este plano, cuja posta em andamento se estabelece na vindoura terça-feira (coincidindo com a volta a aulas), nom está isento de ligaçons com a actual orientaçom fascistóide com que a social-democracia espanhola está vernizando a, já de seu, característica natureza repressora deste Ministério. Assim é que recentemente tivemos notícia do plano de choque contra a "delinqüência juvenil", eufemismo que agacha a criminalizaçom expansiva dos movimentos auto-organizados da juventude que questionam o modelo sócio-económico vigente.

Com este programa, o mesmo Ministério está-se a encarregar de difundir o pánico a respeito dumha hipotética "radicalizaçom" entre a mocidade, introduzindo numha mesma saca organizaçons denominadas neonazis, bandas de jovens latin@s e de "extrema esquerda" contra os quais combater para maior benefício da "segurança cidadá". Para mais informaçom sobre este último apontamento, podedes consultar no historial de novas do web de BRIGA, organizaçom que já se posicionou sobre o particular.

Polícia espanhola repressora, foras das nossas aulas!!

 

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O Ministério espanhol do Interior quer que a polícia controle de perto a juventude