NÓS-UP reclama responsabilidades e CIG denuncia absoluta carência de segurança nas obras do porto exterior da Corunha

21 de Julho de 2005

NÓS-Unidade Popular e a CIG fôrom por enquanto as únicas organizaçons que denunciárom as condiçons em que se trabalha na Ponta Lagosteira e reclamárom responsabilidades à empresa construtora, depois da morte no local de um trabalhador de 60 anos anteontem.

NÓS-UP difundiu um comunicado em que, após transmitir o seu pesar à família de Vítor Manuel, denuncia "a grave responsabilidade que corresponde em primeiro lugar à empresa Equicons SL, que deve esclarecer o acontecido e responder ante a justiça, e à própria Administraçom pública que depois de cada nova morte ou acidente grave continua sem tomar medidas drásticas que detenham o incremento de sinistros laborais no nosso país".

Por seu turno, a Confederaçom Intersindical Galega (CIG) atribuiu o acidente que custou a vida a Vítor Manuel Martins Alvarelhos à "clamorosa e grave" carência de segurança na zona de obras da Ponta Lagosteira, que incumpre a Lei de Prevençom de Riscos Laborais. Daí que a central nacionalista anunciasse que vai denunciar ante a Inspecçom de Trabalho o caso, apresentando-se como acusaçom particular contra a empresa.

O julgado nº 6 da Corunha iniciou um inquérito das circunstáncias que envolvêrom o acidente da passada terça-feira, numhas obras adjudicadas ao grande empório da construçom Dragados, que gere as obras através da Unión Temporal de Empresas, que por sua vez conta com a participaçom de empresas como Equicons SL, para a qual trabalhava a vítima. Todo indica que o trabalhador morto foi enviado pola empresa para afiançar, com mais terra, um aterro que começava a desabar, carecendo o operário de garantias de segurança ante o labor que lhe foi encomendado. Daí que o aterro acabasse por ruir por acçom das águas, engolindo o camiom com o camionista no seu interior.

À negativa da Unión Temporal de Empresas e da Autoridade Portuária a darem quaisquer explicaçons à família de Vítor Manuel, soma-se o desprezo das autoridades institucionais polo caso. Ao contrário do que acontece noutras catástrofes ou mortes violentas, nesta ocasiom nengum representante da Cámara municipal da Corunha se deslocou ao local nem visitou a família. Unicamente o presidente da Cámara de Arteijo ofereceu o seu apoio aos parentes do obreiro falecido.

 

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