PP reafirma-se nos postulados da extrema direita

22 de Setembro de 2005

O Partido Popular continua a reafirmar-se na sua orientaçom extremista, com novas iniciativas contra princípios tam elementares como a igualdade de direitos ou a negaçom de qualquer reconhecimento para as línguas nom espanholas das naçons peninsulares sem Estado.

Assim, o próprio Rajoi confirmou a apresentaçom de um recurso reclamando a inconstitucionalidade dos casamentos entre homossexuais, meses depois da aprovaçom da lei que eliminou essa discriminaçom por razom de orientaçom sexual.

Em matéria de direitos lingüísticos, a sua trajectória de total oposiçom a qualquer avanço, mesmo que seja formal, para galego, catalám e basco, viu-se também ratificada pola pretensom de apresentar um recurso de inconstitucionalidade pola aceitaçom a trámite no congresso espanhol de umha iniciativa legislativa de ERC para a oficializaçom dessas línguas no conjunto do Estado.

A proposiçom de ERC, discutível quanto à sua efectividade para a normalizaçom dessas três línguas nos seus respectivos territórios, responde à lógica do "convívio com Espanha" que propugnam forças autonomistas como ERC, EA ou o próprio BNG. Mas serve para que a reacçom do PP confirme com um novo exemplo a recusa do núcleo duro do espanholismo a qualquer plano "co-soberanista" como o que os mornos nacionalismos periféricos representados nas citadas siglas apresentam periodicamente. Lembremos o recente e mais grave rejeitamento do PP, PSOE e IU (esta mediante a abstençom) à elementar proposta do BNG para que @s juízes que vaiam exercer na Galiza tenham de conhecer a nossa língua.

Aos casos citados, haveria que acrescentar a intransigente defesa do intervencionismo armado fora de qualquer controlo parlamentar. De facto, votou contra a nova Lei de Defesa Nacional, documento ante o qual, segundo palavras literais de José Bono, "nengum senhor de direitas deveria ser contrário". Acrescentem-se ainda as ameaças de bloqueio às tímidas reformas estatutárias propostas polos autonomismos catalám e galego (a proposta basca já foi chumbada polo Congresso espanhol, com a inestimável colaboraçom do PSOE), ou a oposiçom a qualquer tentativa de negociaçom com a esquerda abertzale para dar umha saída democrática ao conflito entre o País Basco e o Estado espanhol.

À espera de como se configura a nova delegaçom galega do principal partido da direita espanhola, Acebes e Zaplana constituem os principais aríetes da actual orientaçom nacional-católica do PP. No entanto, Rajoi segue à risca o guiom marcado por essa extrema direita que ordena e manda no Partido Popular. Um guiom que promociona certa imagem de progressismo num PSOE que em nengum caso está a romper com as directrizes que definem os principais partidos espanhóis nesta "democracia" bourbónica: neoliberalismo socioeconómico, intervencionismo militar e jacobinismo contrário a qualquer reconhecimento de direitos aos povos sem Estado que o constitucionalismo espanhol mantém abaixo da bota.

 

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José Ángel Acebes, Legionário de Cristo e um dos principais valedores da orientaçom nacional-católica do Partido Popular