PP fala em "imposiçom" do galego por parte da nova Junta

3 de Janeiro de 2006

A direita pró-espanhola organizada no Partido Popular apresentou várias iniciativas no Parlamento autónomo para evitar que o espanhol deixe de estar presente nalgumhas provas de acesso à Junta da Galiza, e fijo-o em nome de uns supostos princípios de "igualdade, mérito e capacidade".

Após ter governado durante 16 anos e deixado a nossa língua num lamentável estado de marginalidade nos usos juvenis e urbanos, ao ponto de provocar o alarme de organismos internacionais como a UNESCO, umha das poucas medidas compensatórias que o actual Governo bipartido adoptou provoca a imediata reacçom do espanholismo em favor da língua do Estado.

Na origem, a supressom do primeiro exercício tipo teste no concurso para os corpos superior, auxiliar e subaltern@, segundo consta nas ordens publicadas a 1 de Dezembro. O PP denuncia umha suposta "imposiçom" do galego, e pergunta ao novo Executivo como vai garantir o emprego da língua oficial que cada concorrente julgar conveniente.

Menos preocupaçons mostrou o PP na última década e meia para garantir que @s emprega@s públic@s atendessem @s administrad@s na língua escolhida por estes, incumprindo até a legislaçom que tal estabelece. Também no ensino, nos meios de comunicaçom e na toponímia, por citar casos bem conhecidos, os incumprimentos legais em favor do espanhol fôrom -e continuam a ser- constantes. No entanto, o mais mínimo questionamento da supremacia do espanhol -incluso dentro da legalidade- provoca a reacçom da direita neofranquista.

Pola nossa parte, longe de cairmos nas provocaçons do espanholismo mais reaccionário, os sectores defensores da galeguizaçom efectiva devemos continuar a exigir ao novo Governo passos reais como os que até agora nom deu, para além do palavrório inútil que sim exibe a diário.

 

 

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