BNG e PP apoiam iniciativa de Francisco Vasques para nomear o director geral de Caixa Galicia filho predilecto da Corunha

18 de Fevereiro de 2006

O ainda presidente da Cámara da Corunha, Francisco Vasques, nom quijo abandonar o cargo sem deixar umha última mostra do seu "estilo", nomeando o milionário director geral de Caixa Galicia, José Luís Mendes, filho predilecto da cidade. O Partido Popular apoiou a proposta "poque supom o reconhecimento da cidade ao labor social que Caixa Galicia realiza em toda a província", enquanto o BNG ratificou também a iniciativa do corrupto dirigente do PSOE, sublinhando que "a obra social de Caixa Galicia tivo um grande comportamento com o BNG em momentos difíceis". (sic)

Tem sido norma na instituiçom municipal corunhesa sob mandato de Vasques a nomeaçom de falcons das finanças e outros representantes da grande burguesia como "filhos predilectos", sem que em nengum caso o reconhecimento tenha recaído em corunheses ou corunhesas comprometidas com causas populares ou adscritas à classe trabalhadora. A condessa de Fenosa, o presidente de La Voz de Galicia ou o também banqueiro Pedro Barrié de la Maza som alguns dos personagens anteriormente reconhecidos, quer na época franquista, quer na vasquista, junto a outras figuras da cultura, quase sempre alheias à realidade e o compromisso com a Galiza.

Mais um exemplo do modelo social com que PSOE, BNG e PP se identificam

Quanto ao novo "filho predilecto", estamos ante um dos máximos representantes da burguesia galega comprometida com Espanha e contrária a qualquer reconhecimento dos direitos da Galiza. Umha entidade, de resto, definida polo seu envolvimento em todo o tipo de manobras especulativas que podam dar-lhe benefícios, sem importar-se com os malefícios que impliquem para o meio natural ou o tecido produtivo galego.

Podemos citar como um dos casos mais relevantes o seu carácter de máxima accionista de ENCE, a empresa de celulose que leva décadas a poluir intensamente a Ria de Ponte Vedra. De facto, a Associaçom pola Defesa da Ria promove nos últimos meses o boicote a essa entidade financeira. A sua participaçom em REGANOSA, que ameaça com umha planta de gás em pleno coraçom da Ria de Ferrol, é outro exemplo da orientaçom especulativa e predadora de Caixa Galicia, além de ocultar numha suposta "obra social" a sua natureza usurária e extersionadora dos sectores populares mediante umha política creditícia e financeira alheia a qualquer compromisso social que nom seja o seu auto-enriquecimento.

Para além do dito, as posiçons lingüísticas da entidade que José Luís Mendes dirige som inequivocamente anti-galegas, salientando como simples exemplo a sua campanha de início do último ano lectivo "vuelta al cole", com versons em espanhol e catalám, mas nom em galego. Na própria cidade da Corunha, Caixa Galicia tem sido um dos sustentos de Francisco Vasques na sua reaccionária e espanholista trajectória à frente da Cámara Municipal.

Estamos, em definitivo, ante um novo exemplo das significativas "unanimidades" entre PSOE, PP e BNG, que tal como concordárom em subir os seus próprios soldos no Parlamento autónomo, concordam agora no reconhecimento de Caixa Galicia como modelo económico e social para o nosso país, aderindo à iniciativa do fascista, corrupto e pró-espanhol Francisco Vasques.

 

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