UE restringirá liberdades civis com o álibi "antiterrorista"

14 de Julho de 2005

Em lugar de rever a estratégia imperialista de guerras de saque que guia a sua política internacional, os grandes estados capitalistas europeus contestam os ataques de Madrid e Londres com novos passos na legalizaçom de práticas contrárias às liberdades civis das pessoas.

Salientam o controlo das comunicaçons via Internet e dos telemóveis, bem como as maos livres para admitir ou expulsar imigrantes de maneira arbitrária ou, como preferem dizer nestes dias os líderes europeus, "preventiva".

O controlo das comunicaçons por telemóvel e correio electrónico por parte da Polícia foi proposta polo ministro británico do Interior aos seus colegas europeus, e o ministro espanhol José Antonio Alonso já se mostrou de acordo com a sugestom.

Entre as medidas já aplicadas, encontra-se a suspensom polo Governo francês do tratado de Schengen, que garante a liberdade de deslocamento no interior do território da Uniom Europeia. Por seu turno, o Governo italiano de Berlusconi detivo nas últimas horas, "preventivamente", 174 pessoas, após mais de 200 registos domiciliares que afectárom a 423 pessoas, segundo confirmou o Departamento italiano de Segurança Pública. O ministro italiano do Interior justificou a operaçom "preventiva" no facto de ser realizada em "ambientes com risco de serem caldo de cultura de terroristas".

Outras medidas em estudo polos estados europeus, que atentam contra os direitos civis, som o aumento da duraçom do tempo de detençom e o acesso sem restriçons aos bancos de dados telefónicos e telemáticos de qualquer pessoa.

Entre toda a panóplia de medidas repressivas, de controlo social e demagogia contra quem fomenta "o ódio racial" (Blair dixit), nom se inclui nem umha só referência autocrítica ao papel genocida dos exércitos de estados como o británico em agressons a povos inteiros e a destruiçom de países, como ainda continua a acontecer no Iraque.

A realidade é que os factos provam que nengumha medida repressiva evitará respostas como as de Nova Iorque, Bali, Madrid e Londres, mas os direitos civis dos respectivos povos sim vam ver-se agredidos polas medidas de controlo social dos seus estados.

 

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