Confirma-se sobrelotaçom e más condiçons do sistema carcerário espanhol na Galiza

2 de Agosto de 2005

Segundo dados sindicais, o sistema carcerário espanhol na Galiza caracteriza-se por umha crescente sobrelotaçom que atinge já 145%. As condiçons de internamento pioram progressivamente, convertendo-se num castigo acrescentado às condenas ou situaçom preventiva que sofrem os presos e as presas.

Em concreto, a prisom da Lama, na Terra de Montes, tem 1.484 pessoas presas no seu interior, mais 759 do que em 2000; a de Bonxe (Outeiro de Rei, comarca de Lugo), atinge 424 (mais três do que em 2000); a de Monte Roso (comarca da Ulhoa), 448 (mais 96 do que em 2000); a de Ourense tem 472, tendo aumentado 106 a respeito de 2000; e, finalmente, a de Teixeiro (Cúrtis, comarca das Marinhas) aumentou em 73 o número de pessoas internas, atingindo 1417. Ao todo, as cadeias da Comunidade Autónoma da Galiza mantenhem privadas de liberdade 4.245 pessoas, mais 1.717 do que em 2000.

Quanto à citada sobrelotaçom, a prisom de Ourense é a que regista umha percentagem mais negativa, com 172,2%, seguida pola de Bonxe com 149,9% e a da Lama com 147,2%. A de Monte Roso fica por 130,2%.

No que di respeito à composiçom da populaçom reclusa, nove em cada dez pessoas presas som homens, 85,9% tem condena firme em cima e 14% encontra-se em situaçom preventiva. 51,3% som reincidentes e 48,6% cumprem a sua primeira condena, sendo 54,4% mulheres e 48,3% no caso dos homens.

Como mais um dado significativo de como é a marginalidade social que conduz para a prisom os sectores mais desfavorecidos pola maquinaria sócio-económica capitalista, o estudo sindical que citamos afirma que as presas e presos estrangeiros aumentárom em 1.100% desde o anterior ano de referência.

 

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