Quintana e Vasques: qual deles nom é nacionalista?

8 de Setembro de 2005

Hoje produziu-se um encontro cordial de quase umha hora de duraçom entre o vice-presidente da Junta da Galiza e dirigente do BNG, Anxo Quintana, e o presidente da Cámara da Corunha e máximo representante da linha mais anti-galega e direitista da sucursal do PSOE no nosso País, Francisco Vasques.

À saída da reuniom, ambos políticos trocárom boas palavras, ainda que chamou especialmente a atençom a definiçom que Quintana fijo da situaçom: "entrárom dous homens, um nacionalista e outro nom, e saírom do encontro com o mesmo pensamento", o que o líder do Bloque interpreta como que "Galiza é umha realidade plural e a entrevista foi muito frutífera".

O flamante vice-presidente nom especificou os frutos da reuniom, mas surpreende que só reconhecesse a presença de um nacionalista na reuniom entre ele próprio e Francisco Vasques. Sendo claríssimo e reconhecido o nacionalismo espanhol que Francisco Vasques professa, deveremos interpretar que é o nacionalismo galego de Anxo Quintana o mais que discutível, umha vez que ele próprio reafirmou no fim da reuniom que "com o esforço de todos [também o de Vasques, entenda-se], podemos conseguir que a Galiza tenha o peso que lhe corresponde dentro do Estado espanhol". Autodefiniçom estrita de um autonomista confesso.

Por seu turno, Vasques dedicou elogios ao seu interlocutor, esquecendo velhas acusaçons dedicadas ao BNG, como a de ser um grupo "batasuno". De facto, garantiu que nunca tinha detectado tanta "receptividade nos assuntos sociais" como em Quintana, o que nom sabemos se pode ser tomado por umha louvança, dada a escassa identificaçom do presidente da Cámara corunhesa com esses assuntos. Quintana recebeu também gabanças como "senador mais cumpridor" do que o próprio Vasques, e "um dos melhores presidentes das cámaras municipais galegas".

Enquanto Quintana e Vasques trocavam carinhos, o presidente da Junta da Galiza, Peres Tourinho, fazia de contrapeso às pretensons mais autonomistas do presidente catalám Pasqual Maragall, afirmando que as reformas estatutárias nom devem servir para "erguer fronteiras em Espanha".


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