XXX aniversário do assassinato de Moncho Reboiras por disparos da Polícia espanhola

12 de Agosto de 2005
Hoje cumprem-se trinta anos da morte em Ferrol do destacado dirigente da UPG Moncho Reboiras, assassinado a tiros pola polícia franquista espanhola. Diversas organizaçons políticas e sectoriais galegas comemoram a data, entre elas NÓS-Unidade Popular, que realizará umha oferta floral no local em que o militante comunista e independentista caiu morto em 1975.
O acto convocado por NÓS-UP começará polas 21'30 horas na rua da Terra de Ferrol, e nele lembrará-se a importáncia histórica do papel político de Reboiras, "um dos principais impulsores da luita pola libertaçom nacional, pioneiro da organizaçom sindical e de classe, dirigente comunista, todo um exemplo de coerência revolucionária e atitude combativa até os seus últimos dias", em palavras da Assembleia Comarcal trasanquesa de NÓS-Unidade Popular.
Ao contrário do que costuma fazer a actual dirigência do partido em que Moncho militou até a sua morte, a esquerda independentista nunca ocultou que junto ao seu papel como organizador sindical e protagonista da orientaçom obreira da UPG naqueles anos, o jovem militante assumiu a máxima responsabilidade em nome do Comité Central na organizaçom de umha Frente Armada no contexto da resistência antifranquista e a luita polo reconhecimento dos direitos nacionais e sociais do povo trabalhador galego.
Sem cair em idealizaçons
nem leituras afastadas do contexto histórico, é preciso assumir
e reivindicar na sua integridade militante a figura histórica de Moncho
Reboiras como construtor de um movimento nacionalista claramente soberanista
e anticapitalista no nosso país. É essa verdade histórica
que outorga à actual esquerda independentista galega toda a legitimidade
para reivindicar e honrar a memória do grande patriota e combatente
comunista.