Algumhas reflexons após umhas semanas do Galiza-Uruguai

11 de Janeiro de 2006

Reproduzimos um artigo de opiniom publicado em Vieiros e no web nacional de BRIGA, da autoria de Rodolfo Fernandes, militante juvenil independentista e membro da Grei Gentalha e Siareir@s Galeg@s. Nele, fai-se um balanço da campanha preparatória da volta da selecçom galega aos estádios, incluindo o esforço das claques e umha avaliaçom da resposta institucional.

Algumhas reflexons

Rodolfo Fernandes

Após umhas semanas do Galiza-Uruguai, recuperad@s do intenso esforço realizado e com algo de perspectiva, pode ser hora de deitar algumhas reflexons sobre o primeiro jogo da nossa selecçom de futebol que vaia além das imediatas crónicas e valoraçons desta inesquecível jornada.

1. O 29 de Dezembro foi um dia grande, primeiro para os colectivos e pessoas implicadas na defesa dos direitos da Galiza no terreno desportivo que celebrávamos a reapariçom da selecçom galega de futebol após décadas seqüestrada polo fascismo e os seus herdeiros e recuperada após anos de mobilizaçons e de luitas.

Mas nem só. Foi um dia grande para a Galiza, que no Estádio de Sam Lázaro, durante os 90 minutos que durou o jogo, demonstrou a sua vontade de existir.

2. A melhor notícia arredor da reapariçom da selecçom galega, além do próprio jogo, foi a recuperaçom do colectivo Siareir@s Galeg@s, que demostrou o seu enorme capital social acumulado nos duros anos em que tocava caminhar no deserto e as contínuas reivindicaçons da criaçom da nossa equipa nacional topavam a negativa do PP, que parecia um muro infranqueável.

Em apenas umhas semanas assistimos a umha recuperaçom milagrossa dum colectivo que levava os últimos anos em stand-by, que apenas publicitou a sua reapariçom e somou numerosas adessons de pessoas e colectivos, convertendo-se de novo numha referência unitária para tod@s @s que defendemos a criaçom de selecçons desportivas próprias.

3. As adesons e referencialidade conquistada por Siareir@s Galeg@s contrastou com o autismo das organizaçons juvenis e estudantis do autonomismo, que mais umha vez optárom pola auto-referencialidade sectária na vez de colaborar na potencializaçom de espaços heterogéneos e plurais, num intento absurdo de capitalizar e sacar rendabilidade política a umha vitória ao que estas entidades contribuírom, mas nom pertence exclussivamente nem muito menos.

4. É de assinalar na linha do denunciado por Siareir@s Galeg@s a ocultaçom por parte dos meios de comunicaçom do sistema da intensa actividade desenvolvida polo colectivo nos meses prévios ao jogo e da própria participaçom no Galiza-Uruguai.

Assim resulta evidente a existência dalgum tipo de decisom que por arte de magia provocou a nossa desapariçom das crónicas e reportagens posteriores ao jogo.

Se nom há nada que esperar de certos meios de (des)informaçom que nos dias prévios à reapariçom da selecçom galega se empenhárom em servir de vozeiro dos sectores que tentavam boicotar o jogo, sim há que denunciar a atitude dos meios públicos, concretamente a Televisom de Galiza e a Rádio Galega, que poupando contadas ocasions se somárom à campanha mediática para ocultar a Siareir@s Galeg@s, rememorando os melhores tempos da gestom do Partido Popular.

5. Se bem há que valorar de forma positiva a gestom da Direcçom Geral de Desportos em quanto que cumpriu com umha das reivindicaçons mais sentidas neste terreno e incluso abriu umha via de diálogo e colaboraçom com um movimento popular no que a participaçom do autonomismo é anedótica, nom há que esquecer as contínuas cessons ante as pressons da espanholista Federación Gallega de Futbol e La Voz de Galicia, convertida em ariete contra a selecçom galega.

A mais importante foi a referente a nom inclusom do nome histórico do País, Galiza, nas camisolas da selecçom galega quando esta foi umha das promessas estrela dos novos gestores da Direcçom Geral. Se já é grave o incumprimento, as declaraçons posteriores do Santiago Domingues som intoleráveis, afirmando primeiro que nunca se afirmara tal cousa ou que nengumha selecçom do mundo leva o nome do país na elástica.

Teremos que conformar-nos com a inclusom de "Galiza" nos cartazes de certas entidades cercanas aos/às gestores/as da Conselharia.

6. Após o 29 de Dezembro, cumpre fazer realidade esse "nom todo vai ser futebol", e tal e como anunciamos durante as semanas prévias ao Galiza-Uruguai há que implicar-se noutros desportos. Há que aproveitar o ambiente criado arredor da selecçom de futebol, que demonstrou que @s noss@s desportistas podem competir com totais garantias no terreno internacional e sobretodo que há vontade social para que assim seja.

Trasancos, Janeiro de 2006

 

 

Voltar à página principal

 

 

Bancada sul no estádio compostelano de Sam Lázaro no dia da volta da selecçom galega aos relvados galegos