Brutal repressom do 1º de Maio em Vigo, com vári@s detid@s e ferid@s

 

1 de Maio de 2005

As polícias espanhola e municipal escrevêrom hoje mais umha página da história repressiva contra os sectores mais conscientes do nosso povo. No momento em que escrevemos esta crónica de urgência, sabemos da detençom de três manifestantes, um deles o jovem Sérgio Pinheiro, filiado de NÓS-UP e militante de BRIGA, e das contusons sofridas por dúzias de pessoas. No entanto, o caso mais grave é o de Sheila Fernandes, também filiada de NÓS-Unidade Popular, que ficou inconsciente como conseqüência dos golpes da Polícia espanhola, e que durante quase meia hora ficou deitada no chao ante o desprezo das forças policiais, antes de dar entrada num hospital da cidade.

A selvagem intervençom da Polícia espanhola e municipal de Vigo aconteceu no fim da manifestaçom convocada pola CIG, com participaçom de vários milhares de pessoas, quando Suso Seixo discursava em representaçom da central convocante. Ao longo da marcha, um banco teria sido atacado, escusa usada pola forças de ocupaçom para rebentar a manifestaçom, ao irromper violentamente na Porta do Sol à caça de independentistas. Sectores importantes de manifestantes defendêrom os agredidos, enquanto se coreavam massivamente gritos de "Polícia Assassina", mas finalmente houvo um mínimo de três detidos e um número indeterminado de ferid@s e contusionad@s.

NÓS-Unidade Popular informa, no comunicado que já fijo público, da realidade dos factos, que incluem a atitude de membros de Galiza Nova que terám exercido como assistentes da própria Polícia assinalando o cortejo independentista, formado por NÓS-Unidade Popular e BRIGA, como responsável polas acçons contra entidades bancárias.

Também representantes da CIG em Vigo, como Xerado Abraldes (ex-militante de Galiza Ceive) e do BNG, como Henrique Bieites, nom perdêrom ocasiom de condenar os ataques a entidades bancárias. Porém, Galiza Nova foi mais longe ao declarar ante os meios de comunicaçom que as acçons foram realizadas "por um membro de NÓS-Unidade Popular".

Os factos repressivos de hoje inscrevem-se numha semana especialmente carregada de violência policial e repressom, com agressons e detençons de militantes independentistas em Ponte Vedra e Compostela. Pola sua importáncia, reproduzimos a seguir o comunicado feito público por NÓS-UP a seguir dos acontecimentos de hoje em Vigo.

 

Contra a repressom policial espanhola: estender a solidariedade e a resistência obreira e popular

Este 1º de Maio está a servir para confirmar o carácter generalizado da estratégia repressiva espanhola no nosso país. Nos últimos meses vínhamos já assistindo a todo o tipo de agressons, jurídicas, policiais, mediáticas, contra sindicalistas, obreiros, militantes independentistas e outros sectores que de umha forma ou outra fazemos frente ao sistema capitalista espanhol e defendemos a soberania nacional galega. Só na última semana, um militante independentista foi agredido no interior de um carro policial em Ponte Vedra e vários jovens fôrom agredidos e detidos em Compostela por denunciar a farsa de Galiemprego e a presença militar espanhola nessa Feira organizada pola Junta da Galiza.

Nesta jornada de luita internacional polos direitos da classe operária, vivemos na Galiza um novo capítulo da ofensiva repressiva espanhola. Efectivos policiais espanhóis e municipais vigueses agredírom selvagemente as obreiras e obreiros concentrados no fim da manifestaçom convocada em Vigo pola CIG. Ao menos três pessoas fôrom detidas, umha delas militante de BRIGA e NÓS-Unidade Popular, Sérgio Pinheiro, enquanto um número indeterminado sofreu ferimentos de diversa consideraçom como conseqüência da brutal intervençom repressiva, incluída também umha filiada de NÓS-UP, Sheila Fernandes, que se encontra grave a conseqüência dos ferimentos sofridos na cabeça.

Frente às mentiras e manipulaçons que os meios do sistema estám já a difundir, queremos relatar a verdade dos factos: membros das forças policiais de ocupaçom espanholas irrompêrom na Porta do Sol de Vigo, quando o secretário geral da CIG pronunciava o discurso de encerramento da jornada de luita. A Polícia tentava deter manifestantes que acusava de realizar ataques contra entidades bancárias acontecidos ao longo da manhá na cidade de Vigo. Um importante sector de obreiros e obreiras fijo frente aos violentos fardados, protegendo os manifestantes que estavam a ser atacados. Também Suso Seixo interrompeu o discurso para denunciar a irrupçom repressiva dos polícias na mobilizaçom operária.

Porém, a autodefesa obreira nom deu impedido as três detençons e as numerosas contusons e outros ferimentos, nomeadamente a mais grave, sofrida pola companheira Sheila Fernandes, filiada de NÓS-Unidade Popular.

Nom é nengumha novidade a atitude provocadora e violenta das forças espanholas de ocupaçom contra a populaçom galega mais activa em defesa dos seus direitos. Porém, especialmente grave resulta o papel abertamente colaboracionista assumido pola organizaçom juvenil do BNG, Galiza Nova, que declarou aos meios de comunicaçom que os ataques a bancos "foi realizada por um membro de NÓS-Unidade Popular". A funçom de chivata que Galiza Nova assumiu hoje em Vigo supom umha agressom à nossa organizaçom e ao conjunto do movimento popular galego, situando esse grupo do lado dos repressores.

Pola nossa parte, tomamos boa nota do lugar que definitivamente Galiza Nova decide ocupar no conflito histórico que enfrenta o nosso povo com o Estado espanhol e as suas forças repressivas.

Concluímos este comunicado de urgência manifestando a nossa solidariedade e apoio incondicionais aos companheiros e companheiras agredidos e detidos hoje em Vigo e em dias passados em diversos pontos da Galiza, exigindo a imediata libertaçom de todos eles e elas.

Viva o 1º de Maio!
Viva Galiza livre!
Viva o Internacionalismo Proletário!

Galiza, 1º de Maio de 2005


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