Repsol é denunciada polo Estado boliviano por "contrabando de petróleo"

19 de Fevereiro de 2006

Há anos que a esquerda anticapitalista vem denunciando o saque protagonizado polas multinacionais espanholas, em colaboraçom com os respectivos governos corruptos, na América Latina. Argentina, Colômbia, Peru, Bolívia... vivêrom nos últimos anos a espoliaçom dos seus recursos de maneira aberta e encoberta, enquanto os media espanhóis louvavam o carácter "empreendedor" de multinacionais como Repsol. Agora comprovamos qual é o seu autêntico carácter: predador e ponta de lança do capitalismo neocolonial na América Latina.

O Estado boliviano acaba de denunciar a filial boliviana de Repsol YPF por contrabando de petróleo entre Junho de 2004 e o mesmo mês de 2005. Em concreto, foi detectada umha importante diferença entre os barris declarados e os que realmente eram levados do país pola multinacional espanhola sem nengumha licença do Ministério dos Hidrocarburos boliviano. Estamos portanto perante um roubo de grandes dimensons que retrata a companhia Repsol como bando de ladrons de colarinho branco.

A filial boliviana de Repsol nega as acusaçons e di que, de existir umha diferença entre as quantidades declaradas e as reais, seria fruto de umha "imprecisom nos escritórios", mas nom da existência de "má intençom" por parte da empresa espoliadora espanhola.

Bastou a chegada ao poder de umha força antiimperialista no país andino para deixar ao léu a via de enriquecimento da oligarquia espanhola no continente americano. Esperamos que o Governo boliviano chegue até o fim na perseguiçom dos piratas de Repsol, ao tempo que agradecemos como galeg@s que deixe em evidência o que sempre denunciamos: o carácter espoliador dessa oligarquia hispana nom apenas na América Latina, mas também na Galiza, onde os recursos naturais estám em maos das grandes empresas multinacionais espanholas que nem sequer tributam pola sua actividade saqueadora no nosso território. Tal acontece com ENDESA, FENOSA e outras do género.

No caso de Repsol, a refinaria que tem na Corunha caracteriza-se polas habituais fugas de combustível que provocam importantes problemas de contaminaçom nos areais próximos, bem como pola falta de medidas de segurança e a precariedade das condiçons laborais. Daí que sejam abundantes os acidentes laborais, segundo tem denunciado o meio milhar de operari@s da planta corunhesa. Para que vam gastar dinheiro em evitar a poluiçom e os acidentes d@s obreir@s, se até agora todo correu bem para ales assim e as administraçons públicas nem os incomodam?

 

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Imagem de umha das habituais fugas de combustível na planta de Repsol na Corunha