Povo Saraui cumpre 30 anos de luita pola independência e denuncia papel espanhol no conflito

3 de Março de 2006

O povo saraui leva 30 anos de luita polo reconhecimento de direitos fundamentais, a começar pola autodeterminaçom nacional e o fim da ocupaçom marroquina. Em concreto, no passado dia 26 de Fevereiro cumprírom-se três décadas da chamada "Marcha Verde" com que o imperialismo marroquino impujo a ocupaçom do Sara com a colaboraçom da Espanha franquista. No dia seguinte, 27 de Fevereiro de 1976, em Bir Lahlou, o secretário-geral da Frente Polisário proclama a independência da República Árabe Saraui Democrática, impedida até hoje de exercer os seus direitos colectivos e individuais como povo livre.

Coincidindo com o trigésimo aniversário, e com o Estado espanhol sob regime formalmente democrático, a Frente Polisário denunciou que "Espanha continua a ser responsável legal e política polo sofrimento do povo saraui e continuará a ser até conseguirmos exercer o direito de autodeterminaçom". O líder da Frente, Mohamed Abdelaziz, definiu como "vergonhosa" a actuaçom espanhola retirando-se da ex-colónia sem cumprir o seu compromisso de garantir um referendo de autodeterminaçom e cedendo às forças de ocupaçom marroquinas o controlo e a repressom do povo saraui.

Também o papel dos organismos internacionais está a possibilitar que o sofrimento de todo um povo continue sob o domínio pola força do regime de monarquia autocrática marroquina. Apesar dos contínuos apelos da Frente Polisário a um processo de reconhecimento do direito a decidir do povo saraui, a passividade da ONU e do Estado espanhol evitam o fim da violenta anexaçom marroquina de um território em que aspira a continuar explorando a riqueza pesqueira e os jazigos de hidrocarburos existentes no subsolo.

O balanço da actuaçom espanhola em todos estes anos, através dos diferentes governos, desde os franquistas aos da UCD, PSOE, PP e novamente PSOE, foi sintetizado nestes dias polo representante da imigraçom saraui em Lanzarote (Canárias), Hammudi Iselmo como "a traiçom mais vergonhosa ao nosso povo".

Quanto ao nosso partido, Primeira Linha nom quer deixar passar este trigésimo aniversário da ocupaçom marroquina sem denunciar a repressom e a ocupaçom a que o povo saraui se vê submetido, fazendo chegar desta forma ao povo do Sara toda a solidariedade da Galiza rebelde e combativa.

 

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