Governo espanhol reclama à Junta da Galiza mais presença de bandeiras de Espanha
14 de Janeiro de 2006
A pedido da deputada do Partido Popular María Jesús Sáinz, o Governo espanhol requereu ao Executivo autonómico galego que utilize mais a bandeira espanhola nos actos oficiais, "em cumprimento das leis vigentes". O certo é que essa bandeira tem já umha abundante presença nas instituiçons locais e autonómicas na Galiza, com a parcial excepçom de alguns altos cargos do BNG na Junta, nem todos, que costumam evitar o uso da bandeira dos vencedores da Guerra Civil.
Porém, e contra o que a renegada deputada compostelana do PP denunciou, o BNG está ainda longe de rechaçar inequivocamente à imposiçom da "roja y gualda", e se bem alguns membros do Governo utilizam a bandeira galega e nom a espanhola em actos oficiais, o certo é que outros relevantes dirigentes do BNG na Junta utilizam a imposta polo franquismo sem nengum pudor.
Nom seremos nós que desprezemos a importáncia dos símbolos na afirmaçom e construçom de umha alternativa nacional e de esquerda para o nosso país. Ao contrário, partindo do reconhecimento do seu papel, nom podemos deixar-nos enganar pola miragem de um Governo espanhol (PSOE) e um Partido Popular a exigirem ao BNG que nom transborde a linha de correcçom institucional espanhola no mais mínimo.
Para contradizer tal miragem, podemos citar a aceitaçom e difusom por parte do BNG do mapa autonómico, reconhecendo-o como se fosse a Galiza completa, o uso normalizado da bandeira de Espanha na maior parte dos concelhos em que governou e/ou governa, ou o quadro de referência permanentemente espanhol difundido nos meios de comunicaçom públicos autonómicos. Todos eles som exemplos incontestáveis da "lealdade institucional" do BNG.
No entanto, as queixas do PP e o Governo espanhol continuam a transmitir umha desfocada imagem de suposta "radicalidade" no Bloque, umha imagem que infelizmente nom corresponde com a realidade da actuaçom da força política hegemónica do nosso nacionalismo, embrenhada no beco sem saída de um ordeiro e estéril autonomismo.