Torturas ianques em Guantánamo: Médicos militares assessoram torturadores

26 de Junho de 2005

O jornal estado-unidense The New York Times publicou informaçons que confirmam a participaçom de médicos militares nas sessons de torturas a prisioneiros mussulmanos na base naval de Guantánamo, território cubano ocupado polas forças armadas norte-americanas onde 520 pessoas de 40 nacionalidades permanecem ilegalmente detidas num campo de concentraçom.

Os médicos assessorárom sobre métodos para aumentar os níveis de estrés e para aplicar coacçons psicológicas aos detidos a partir das fraquezas que mostravam, segundo alguns desses doutores relatárom a jornalistas do citado diário novaiorquino.

A pesquisa jornalística produz-se após ter-se notícia de um relatório publicado a 7 de Junho polo The New England Journal of Medicine, em que se avançava a participaçom de médicos em registos dos prisioneiros, informaçom utilizada a seguir nos interrogatórios ilegais que som norma no campo de concentraçom ianque. A actuaçom médica é contrária às normas éticas da profissom, rompendo a confidencialidade dos reconhecimentos clínicos, além de os médicos colaborarem activamente para favorecerem a efectividade dos maus tratos à procura de informaçons.

De facto, os citados médicos actuárom, segundo o The New York Times, como "cientistas da conduta" e nom como doutores, preocupando-se nom pola saúde das pessoas, mas avaliando o carácter dos prisioneiros que iriam ser sujeitos a interrogatórios ilegais e carentes de qualquer garantia jurídica e de segurança para a integridade das vítimas.

Lembremos que já fôrom confirmados casos de torturas protagonizadas polo Exército norte-americano a prisioneir@s no Afeganistám, Iraque e Guantánamo, incluídas mortes e todo o tipo de vexames, sem que até hoje a chamada "comunidade internacional" tenha mexido um dedo para deter as actuaçons de terrorismo de Estado aplicadas pola Administraçom USA.

 

Voltar à página principal