Os salários caem na Galiza apesar do aumento da produtividade

24 de Agosto de 2005

Os salários galegos caírom por segundo ano consecutivo, ficando a Galiza no segundo trimestre de 2005 com o recorde de maior queda interanual por comunidades autónomas no conjunto do Estado. Assim, no passado mês de Junho, os ordenados médios galegos reais ficavam 1,8% por baixo do mesmo mês de 2004.

O dado é especialmente paradoxal tendo em conta que a produtividade laboral galega é umha das mais elevadas do Estado espanhol, sendo a única junto à basca que cresceu, em concreto 0,6%. Lembremos que o patronato costuma situar a suposta "falta de produtividade" como escusa para evitar aumentos salariais, algo que neste caso se demonstra falaz, com um aumento da produtividade e umha contínua descida dos salários.

Som dados do chamado Indicador Laboral de Comunidades Autónomas (ILCA), que também confirmam umha criaçom de emprego inferior à média do Estado espanhol, sendo esta de 5% interanual e a galega de 2,3%.

O citado estudo prevê ainda umha desaceleraçom na contrataçom nos próximos meses na Comunidade Autónoma da Galiza (ficam de fora como sempre os dados referidos às comarcas galegas excluídas polo Estatuto de Autonomia em vigor). Como único dado relativamente positivo situa-se o maior número de contrataçons de mulheres em relaçom ao de homens, o que de resto se explica pola bem maior incidência do desemprego e o mais elevado número demandantes de emprego na populaçom feminina galega.

Mais um dado negativo incluído no documento do ILCA: a juventude galega (menores de 25 anos), assinou só 2.000 dos 25.000 contratos do último ano (8% do total), crescendo a ocupaçom juvenil a um ritmo inferior na Galiza do que na média estatal.

Finalmente, e no que di respeito ao desemprego, a taxa galega é de 11,1%, aumentando a distáncia entre a percentagem no nosso país e a da média do Estado espanhol, que fica por 9,3%. Confirma-se portanto a falta de convergência da nossa economia com a espanhola e a europeia, afastando ainda mais esse objectivo de que sempre falam os políticos do sistema em relaçom à política económica que aplicam na Galiza.


Voltar à página principal