Decorridos mais de três meses de Governo PSOE-BNG, os meios públicos dependentes da Junta continuam igual de espanholizados que com o PP

4 de Novembro de 2005

A ponto de se cumprirem os primeiros cem dias de governo alternativo ao Partido Popular, a televisom pública da Galiza e outros meios públicos dependentes da Junta continuam a representar um indigno espelho do País, com um grau de espanholizaçom tam elevado como na era Fraga.

Apesar das grandes palavras dos partidos governantes, nomeadamente do BNG, o certo é que a grelha da TVG continua a dar cabimento ao espanhol em todo o tipo de conteúdos e faixas horárias, além de incluir os mesmos referentes culturais do mais rançoso espanholismo de que o PP tanto gostava.

Assim, os espaços publicitários continuam a ter no espanhol a língua de uso maioritário, tal como alguns programas tipo "zapping", em que com a escusa de dar umha vista de olhos aos "melhores momentos" de outros canais (espanhóis, claro), esse idioma mantém-se como língua também maioritária. Ao anterior haverá que acrescentar ainda a manutençom de conteúdos de tam pobre qualidade como "Supermartes", em que ao "galego de baixa intensidade" utilizado polo seu apresentador se soma o universo referencial espanhol mal vernizado de regionalismos infumáveis.

Também "Luar" mantém a sua presença na programaçom da TVG, dando mais e mais minutos à música "pimba" procedente de Espanha e estendendo umha imagem reducionista e folclorizante, na pior acepçom do termo, da cultura e a música galega, além de garantir assim mais minutos de exclusom para o nosso idioma. Outros conteúdos do ente público autonómico, na rádio e no próprio web da RTVG, confirmam que a política lingüística do PP a nível mediático fijo escola. É o caso do chamado "Serviço de Notícias" do web da RTVG, actualizado diariamente e escrito em espanhol praticamente na sua totalidade.

Em lugar de garantir para o galego a mesma exclusividade que o espanhol tem em todos os restantes canais que as nossas antenas apanham, a rádio e a TV da Galiza continuam a dar mais e mais minutos de presença à língua do Estado, para já nom falarmos da péssima qualidade lingüística de boa parte das "figuras" mediáticas herdadas do fraguismo, de que os Superpinheiros ou os Gaiosos som bom exemplo.

Em definitivo, três meses depois da chegada do novo Governo ao poder autonómico, estamos ante um exemplo bem visível do continuísmo que em matéria lingüística está a aplicar a nova Junta da Galiza, apesar, ou se calhar graças à unanimidade dos três grupos parlamentares em torno do pomposamente chamado Plano Geral de Normalizaçom Lingüística.


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"Superpinheiro", umha das "estrelas" da TVG encarregadas da difusom de um galego extremamente pobre e uns conteúdos e referentes culturais reducionistas e espanholizadores. A marca da casa imposta polo PP mantém plena vitalidade na "nova" TVG