Francisco Vasques foge para o Vaticano

12 de Fevereiro de 2006

Tam inesperada como precipitada, a opçom vaticanista do autoritário presidente da Cámara corunhesa permite-lhe "sair do meio" nuns momentos difíceis em que nom deixam de vir à luz pública indícios mais do que evidentes das suas práticas de corrupçom à frente da instituiçom municipal corunhesa.

De facto, ninguém se atreve a defender os "negócios" da mulher e os filhos, partilhados com o chefe da Patronal na Galiza, Antonio Fontenla, no sector imobiliário, no hidroeléctrico, no eólico... em todos os quais a utilizaçom do poder e a influência que dá o seu posto político véu servindo para o enriquecimento da família.

Existiam já precedentes urbanísticos no mesmo sentido, mas nos últimos tempos nom deixavam de aparecer mais e mais exemplos de negócios misturados com o labor institucional em que também se via envolvida a Junta anterior, o que explicaria as boas relaçons de Vasques com Fraga para além da pura ideologia reaccionária que partilham.

É o caso da última adjudicaçom de um parque eólico na anterior legislatura, que foi para a empresa "Hidroeléctrica del Arnoya", pertencente a um cunhado do director geral da Indústria do PP e à mulher e filhos de Vasques, numha operaçom estimada no valor de 10,4 milhons de euros.

Nom menos escandalosas som as suas relaçons com o empresário da construçom e chefe da Patronal, Antonio Fontenla, com quem todo indica que tinha tecido umha rede que abrangia a utilizaçom das influências institucionais em matéria urbanística e empresarial para favorecer interesses económicos de umhas poucas famílias, incluída a do próprio Francisco Vasques. Ex-dirigentes de Nuevas Generaciones, empresários "de prestígio" e cargos institucioais misturam-se numha trama que, em condiçons normais de funcionamento democrático, já teriam levado à investigaçom a fundo dos 23 anos de vasquismo.

No entanto, nesta Galiza carente de soberania e controlo popular sobre as actividades dos seus "notáveis", parece que a intervençom divina ajudará Vasques, permitindo-lhe umha saída "honrosa" como embaixador de Espanha no Vaticano, enquanto os seus parentes podem continuar a "trabalhar" nos seus "negócios".

 

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É habitual que os guardiáns da "moral social" e os "bons costumes" acabem por aparecer como o que realmente som: guardiáns dos seus "caros costumes" e elevados níveis de vida. Francisco Vasques é um bom exemplo