Dirigentes da CIG condenam autodefesa operária e dam conselhos à polícia para futuras actuaçons repressivas

 

1 de Maio de 2005

Com o passar das horas, vamos tendo novos dados sobre o acontecido hoje em Vigo e as avaliaçons que uns e outros realizam. Semelha mais do que evidente que o clima pré-eleitoral preocupa nom apenas o BNG, mas também a própria central convocante, CIG, cada vez mais amarrada à estratégia eleitoral desse grupo político.

Assim, às poucas horas de que a Polícia espanhola entrasse na Porta do Sol de Vigo e carregasse com inusitada violência, incluindo disparos de bolas de borracha a poucos metros do objectivo, com dúzias de pessoas feridas de diversa consideraçom, o comunicado difundido pola CIG centra o seu discurso em fazer recomendaçons para futuras actuaçons das forças repressivas.

Insistindo em desligar-se das acçons obreiras contra entidades bancárias, a direcçom da CIG afirma que a Polícia espanhola conhece perfeitamente os culpados, polo que devia ter esperado a que a manifestaçom concluísse para ir detê-los, e assim evitar que fosse "desvirtuada" a manifestaçom. Nem umha palavra de apoio para as pessoas feridas e detidas, só conselhos para futuras actuaçons mais cirúrgicas por parte da Polícia e mostras de preocupaçom polos efeitos eleitorais dos acontecimentos de hoje, como se a própria CIG tencionasse apresentar candidatura no próximo mês de Junho. Também noutros lugares como Ferrol os oradores da CIG chegárom a pedir de maneira indirecta o voto para o BNG nas próximas eleiçons autonómicas.

A CIG anunciou umha conferência de imprensa para expor a sua posiçom com maior pormenor amanhá mesmo. Esperamos que rectifiquem as vergonhosas palavras de hoje, tal como Galiza Nova rectificou há poucas horas a inicial incriminaçom directa por parte de membros dessa organizaçom contra NÓS-Unidade Popular, responsabilizando-a dos ataques a sucursais bancárias. Esperamos também que se lembre d@s detid@s e ferid@s, apesar de que nom sejam militantes do BNG, e sim alguns deles e delas exemplares militantes da esquerda independentista galega.

Pola nossa parte, reiteramos o nosso apoio às pessoas detidas e agredidas em Vigo, denunciando novamente a repressom como resposta às acçons obreiras que passam por cima do politicamente correcto, numhas condiçons sócio-laborais como as que a Galiza vive, e que padece de maneira especial a juventude trabalhadora galega.

 

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