Liberdade com cargos para os três detidos em Vigo e novo comunicado de NÓS-Unidade Popular

2 de Maio de 2005
Os três manifestantes detidos durante a violenta carga policial do 1º de Maio em Vigo fôrom finalmente libertados com cargos diversos, enquanto diversos dirigentes da burocracia sindical como Xesus Seixo, Manuel Mera ou Xerardo Abraldes reiterárom no dia de hoje calúnias contra o independentismo, alguns deles aconselhando a Polícia espanhola em matéria repressiva. Umha atitude que contrasta com a dignidade com que centenas de obreir@s e filiad@s da CIG figérom frente à repressom e apoiárom @s represaliad@s e ferid@s.

Reproduzimos a seguir o terceiro comunicado difundido por NÓS-UP em relaçom com os factos de Vigo e o acontecido na jornada de hoje. Frente à intoxicaçom mediática afim ao sistema, recomendamos acudir directamente às fontes da principal vítima da campanha criminalizadora, no web nacional de NÓS-Unidade Popular.

Contra a manipulaçom e criminalizaçom da luita obreira
Ante as declaraçons publicadas nos diversos meios de comunicaçom sobre os factos acontencidos ontem em Vigo, NÓS-Unidade Popular quer transmitir:
1.- O companheiro
Sérgio Pinheiro foi posto em liberdade com cargos junto aos outros
dous detidos sobre as 15.00h de hoje após emprestar declaraçom
nos novos julgados de Vigo.
Está acusado de "resistência à autoridade, atentado e dos destroços numha sucursal bancária" e deverá apresentar-se cada 15 dias nos julgados. Os outros dous detidos estám acusados de "resistência e atentado".
Sergio Pinheiro
durante a detençom foi impunemente agredido e posteriormente na esquadra
policial foi obrigado pola polícia municipal de Vigo a espir-se e fazer
flexons.
Dúzias de trabalhadores e trabalhadoras concentrárom-se nas
portas dos novos julgados desde as 9.00 até a libertaçom dos
detidos, que fôrom recebidos entre aplausos.
2.- A militante de NÓS-Unidade Popular Xeila Fernandes apresentou hoje às 13.00 horas umha denuncia no julgado contra a Polícia espanhola por agressom. Segundo o informe médico do hospital do Meixoeiro a nossa companheira recebeu sete pontos de sutura na cabeça e realizou-se-lhe um TAC para previr posíveis danos cerebrais. Ao contrário do que publicam hoje diversos meios de comunicaçom há dúzias de testemunhas que asseguram que a brutal agressom foi provocada pola polícia. Tanto a polícia municipal de Vigo como agentes da unidade de intervençom da polícia espanhola formárom um cordom para impedir o passo da ambuláncia que tentava entrar na Porta do Sol desde a Ferreria. A valentia e a coragem de cent@s de trabalhadores e trabalhadoras que se enfrentárom à polícia de Corina Porro e do PSOE forçárom a entrada da ambuláncia após mais de meia hora deitada sobre o asfalto perdendo sangue pola cabeça.
3.- O Subdelegado
do Governo em Ponte Vedra minte quando afirma que a polícia municipal
viu-se acorralada na Porta do Sol e isto provocou a brutal intevençom
policial que rebentou a manifestaçom da CIG.
Qualquer das pessoas que participárom nesta mobilizaçom pode
afirmar que nom foi umha "intervençom selectiva", mas sim
umha indiscriminada e brutal carga contra o conjunto d@s presentes.
4.- NÓS-UP
condena e denúncia o lamentável papel da burocracia sindical
da CIG que, seguindo os espúreos interesses eleitoralistas do BNG,
colaborárom e seguem colaborando vergonhosamente com as forças
policiais, criminalizando à esquerda independentista e cumprindo a
cobarde funçom de delatores.
As declaraçons de Xesus Seixo e Xerardo Abraldes solicitando detençons,
manifestando aberta colaboraçom com as forças repressivas, emitindo
delirantes interpretaçons da repressom policial, som umha mostra da
catadura moral de quem dirige o sindicalismo nacionalista e de classe. Nom
é a primeira vez que a direcçom da CIG colabora activamente
com a polícia espanhola à hora de combater a esquerda independentista.
5.- NÓS-UP agradece aos/às centos de trabalhadores e trabalhadoras que, desobedecendo as palavras de ordem da corrupta burocracia sindical, se enfrentárom às forças policiais exercendo o legítimo direito de autodefesa, assim como as mostras de apoio e solidariedade de tod@s aqueles que recriminárom a irresponsável e histérica atitude de destacados funcionários da CIG à hora de colaborar com a polícia na tentativa de identificaçom e detençom de militantes de NÓS-UP.
6.- NÓS-UP lamenta que a direcçom da CIG supeditada ao BNG umha vez mais se equivoce de inimigo. Que em vez de combater com contundência e firmeza as políticas neoliberais da burguesia espanhola e do patronato, aposte por buscar o seu aplauso e comprensom. Os inimigos da classe obreira galega som Vilarinho, Fontenla, Amáncio Ortega ou Tojeiro, nom @s centos de filiad@s da CIG que defendem com valentia e contundência os interesses do povo trabalhador e da nossa Naçom.
Viva a classe
obreira galega!
A luita obreira e nacional é o único caminho!
Nem um passo atrás contra a repressom!
Galiza, 2 de Maio de 2005