1º de Maio: BRIGA avalia jornada de luita

3 de Maio de 2005

Ante a repressom da Polícia, as manipulaçons mediáticas e o colaboracionismo autonomista, a esquerda independentista no seu conjunto mantém nos últimos dias o pulso da Galiza que luita, também na frente informativa. A organizaçom juvenil independentista BRIGA, umha das criminalizadas na campanha orquestrada por burocratas sindicais e meios de comunicaçom, fijo pública a sua avaliaçom dos acontecimentos do passado 1º de Maio em Vigo, em que um dos seus militantes foi detido, agredido e utilizado como bode expiatório.

No seu comunicado, que pola sua releváncia reproduzimos na íntegra, BRIGA deita luz sobre o que realmente aconteceu na manifestaçom operária que acabou rebentada pola violência policial.

COMUNICADO DE BRIGA EM RELAÇOM COM OS FACTOS DO 1º DE MAIO EM VIGO

No dia de hoje, os principais meios de comunicaçom do sistema tenhem dado umha versom interessada, deturpada e falsa do acontecido ontem, 1º de Maio, na cidade de Vigo. É por isso que BRIGA se vê na obriga de fazer públicos os factos que acontecêrom durante o percurso da manifestaçom.

BRIGA quer denunciar o papel desinformador, falso, interesseiro e intoxicador que meios como La Voz de Galicia, El Correo Gallego, a Ser e muitos outros tenhem jogado após o acontecido. As mentiras descaradas estám a ser a base do relatório dos meios do sistema. Em primeiro lugar, os ataques aos dous bancos fôrom levados a cabo por dous jovens encapuzados, que partírom os vidros das sucursais com barras de ferro. As pretendidas pedras empregues, ou o encapuzado solitário com nariz de palhasso nom som mais que simples mentiras, que mostram o grau a que chegárom os mercenários da informaçom nos seus intentos de manipulaçom mediática flagrante, negando a versom de centos de pessoas que lá estivérom e vírom com os seus próprios olhos umha realidade bem diferente.

Ao mesmo tempo, os meios ocultárom as cargas policiais indiscriminadas disfarçando toda a sua brutalidade. A filiada de NÓS-UP, Sheila Fernandes, que foi agredida por um polícia que lhe abriu umha fenda na cabeça, tivo de ser transferida em ambuláncia ao hospital, onde foi atendida de urgência. Esta é a "jovem que no tumulto caiu ao chao e se golpeou violentamente na cabeça ficando inconsciente", segundo a versom de La Voz de Galicia. E como ela, tod@s @s manifestantes que nom permitírom semelhantes atropelamentos, que nom cedêrom ante a intimidaçom e se enfrentárom à polícia fazendo gala de umha atitude conseqüente, fôrom violentamente espancados, fôrom @s verdadeir@s agredid@s. Sérgio Pinheiro, o nosso militante que foi arbitrariamente elegido como vítima propícia por todo o acontecido, foi espancado, humilhado e maltratado por mais de meia dúzia de polícias, que mostrárom a sua valentia, a sua verdadeira funçom. As pessoas que sofremos essas cargas, os disparos das bolas de borracha, os choques contra as forças de ocupaçom, fomos nós. Nós somos @s agredid@s, por muito que os meios tratem de escondê-lo.

A alegada agressom a um polícia local nom é mais do que um intento de justificar essas agressons, de mostrar "o justo castigo" que alcançará tod@ aquele/a que nom suporte com resignaçom e conformismo a violência do sistema. Por outra parte, a Polícia local foi também protagonista nos factos de violência contra @s manifestantes, rivalizando em brutalidade com os corpos da polícia de choque, e fazendo cair essa ilusom mantida polas campanhas de marketing policial em que se apresenta a Polícia local como um corpo inócuo e amável: Ontem pudemos ver a sua face real, sem enfeites nem enganos.

Quanto às múltiplas declaraçons da burocracia da CIG e os dirigentes do BNG, que laiam ao céu condenando "@s violent@s" e pedindo umha acçom policial que nom "perturbasse" a manifestaçom, a quem vê perigar a sua imagem nas semanas prévias às Eleiçons, queremos remeter para a actuaçom de amplas bases de filiad@s da central galega e d@s manifestantes, que se enfrentárom a polícia sem dúvidas, sem pôr nem por um momento em questom qual era o seu bando neste confronto. É evidente que @s dirigentes destas organizaçons nom só duvidam de bando, mas se aliam com o inimigo das classes trabalhadoras galegas, justificam a actuaçom policial, reclamando umha repressom mais efectiva para quem defendemos a juventude trabalhadora, atrevem-se a chamar covardes a quem luita sem concessons por um trabalho digno para @s operári@s na Galiza. E ainda tenhem a audácia, a grande hipocrisia de chamá-los covardes. Semelhantes palavras nom merecem senom o desprezo.

O 1º de Maio nom é nem deve ser um dia de festa. Nós, as classes trabalhadoras da Galiza, a sua juventude explorada, condenada à precariedade, ao desemprego estrutural, as mulheres que recebem salários muito mais baixos que um homem polo mesmo trabalho, as dúzias de operári@s galeg@s mort@s cada ano por nom terem as medidas de segurança mínimas que encarecem os custos, nom temos nada que festejar. De facto, cada vez temos menos a perder, e muito mais a ganhar. O Dia do Internacionalismo Proletário nom pode ser um desfile festivo e amável, que pida tímidas reformas e duvidosas melhoras para @s trabalhadores/as galeg@s. Tem de ser um dia de luita, de confronto ineludível entre os que provocam a nossa actual situaçom e @s que a sofremos. Som os bancos, as empresas, o mundo das altas finanças do capitalismo espanhol e mundial os responsáveis polas nossas misérias. Nom por acaso fôrom atacadas sucursais bancárias, símbolos do capitalismo mais cru e selvagem, do neoliberalismo que financia guerras, oprime naçons e mantém um sistema essencialmente injusto, ilógico e autodestrutivo. O acontecido ontem no 1º de Maio nom é mais do que umha expressom prática desse confronto.

De BRIGA continuaremos sendo conseqüentes na defesa dos nossos direitos apesar da brutalidade policial, das mentiras dos meios de comunicaçom do sistema ou das intoxicaçons de burocratas disfarçados de sindicalistas.

Viva o 1º de Maio!

Viva a juventude combativa!

Viva Galiza Livre, Socialista e Nom Patriarcal!

 

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