NÓS-Unidade Popular reivindica a autodeterminaçom nacional

7 de Dezembro de 2005

Um grupo de filiad@s de NÓS-UP despregou umha faixa autodeterminista em frente ao local em que as forças institucionais realizavam um acto em apoio à Constituiçom espanhola de 1978, na cidade de Vigo. Um acto simbólico com que "NÓS-UP pretende visibilizar socialmente a luita polo reconhecimento do direito de autodeterminaçom e denunciar a sua negaçom por parte dumha constituiçom que conculca os direitos colectivos mais elementares do povo galego", segundo se explica no seu web nacional. A organizaçom independentista difundiu um manifesto coincidindo com o dia 6 de Dezembro que a seguir reproduzimos na íntegra:

Nem Estatuto nem Constituiçom: Autodeterminaçom

NÓS-Unidade Popular, tanto hoje como no futuro, estará na rua aproveitando qualquer oportunidade para encher de conteúdo a velha palavra de ordem e repetir bem alto que sem Autodeterminaçom nom aceitaremos nem Estatutos de Autonomia nem Constituiçom algumha.

O 6 de Dezembro é um dia preto no calendário da Galiza trabalhadora. É o dia em que Espanha celebra, com formato de homenagem à Constituiçom de 1978, a dominaçom que exerce sobre a nossa naçom; é o dia em que as classes dominantes celebram a exploraçom a que submetem o Povo Trabalhador com vivas ao texto que a legitima. Chega-se o final do ano e o Estado tem que recordar-nos quem manda aqui, impondo umha jornada de adesom forçosa ao regime.

O tempo transcorrido desde a mudança de nomes nas instituiçons estatais e autonómicas é suficiente para constatarmos que continua –e que continuará- imutável a negaçom sistemática dos direitos nacionais que nos som próprios em virtude nom só da mais elementar concepçom da democracia, mas também de multitude de acordos internacionais de que o mesmo Estado espanhol é assinante. A Constituiçom alheia que nos foi imposta há 28 anos assim o determina e mesmo estabelece os mecanismos para o garantir; já os conhecemos: a violência jurídica, policial e militar do “Estado de Direito”.

Nesta ocasiom, a “festa da democracia” chega em pleno debate sobre a reformulaçom do Estado, a raiz da reforma do Estatut catalám e em vésperas do início do mesmo debate atingindo a nossa naçom após a “ameaça” de novo Estatuto de Autonomia para a Galiza por parte de PSOE e BNG. À vista dos acontecimentos, podemos já formular umha previsom sólida do que vai supor no melhor dos casos esta “segunda transiçom” para o nosso país, quer dizer, pouco mais do que um ridículo circo mediático cujas conseqüências sobre a realidade social galega nom passarám da obtençom de algumhas migalhas de competências administrativas e de umha adequaçom “progre e galeguista” da terminologia estatutária.

Ante este contexto, a posiçom do conjunto de sectores que apostamos polo respeito aos direitos democráticos do nosso povo deve ser clara: de nada serve que a Galiza negocie os seus direitos penitenciários com este cárcere de povos que é Espanha; o reconhecimento do direito de autodeterminaçom é umha condiçom prévia e necessária de qualquer revisom do nosso status jurídico-político como povo.

NÓS-Unidade Popular, tanto hoje como no futuro, estará na rua aproveitando qualquer oportunidade para encher de conteúdo a velha palavra de ordem e repetir bem alto que sem Autodeterminaçom nom aceitaremos nem Estatutos de Autonomia nem Constituiçom algumha.

Galiza, 6 de Dezembro de 2005

 


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Concentraçom autodeterminista em Vigo em frente ao acto institucional de adesom à Constituiçom espanhola de 1978