Corunha: Caças espanhóis sobrevoam a cidade, tomada por forças policiais

20 de Maio de 2005

A vizinhança da cidade da Corunha pode comprovar já o incómodo causado pola preparaçom do desfile das Forças Armadas espanholas previsto para o dia 29. A presença policial nas ruas corunhesas é abafante, e a atitude provocadora dos fardados ante iniciativas populares contrárias à presença militar nas nossas ruas mais do que evidente.

Cargas, detençons e intimidaçons sucedem-se ante qualquer voz que proteste por um desfile que situa a Corunha no centro do militarismo espanhol. Mas é o conjunto da populaçom que sofre as conseqüências da ocupaçom policial da cidade, ao se generalizarem os controlos de estrada que incluem o uso de armas longas e agressivos despregamentos de material e pessoal especializado na acçom repressiva.

À inusitada presença policial há que acrescentar a chegada de dez caças e seis helicópteros de guerra que ocupam boa parte do aeroporto de Alvedro impedindo o normal funcionamento da instalaçom aérea civil. Os seis caças F-18 da chamada "Patrulla Águila" e os helicópteros Harrier, Sikorsky e Cougar provocárom ontem umha importante contaminaçom auditiva no conjunto da cidade, com voos contínuos sobre o céu corunhês. Além do mais, os voos ponhem em perigo gratuitamente a populaçom, ao nom ser infreqüente a queda de algum desses aparelhos durante manobras similares.

Exposiçons de material bélico, concertos de música militar, a entrega da Medalha de Ouro da cidade à Capitania por iniciativa do presidente da Cámara, o reaccionário espanholista Francisco Vasques, conferências apologéticas e todo o tipo de propaganda militarista enchem o programa oficial previsto para os próximos dias. Além do mais, as autoridades espanholas anunciárom um incremento ainda maior da já intensa e numerosa presença policial, limitando a circulaçom por zonas ditas "sensíveis", fechando parques de estacionamento, etc.

No cúmulo do insulto à inteligência dos galegos e as galegas, a Cámara municipal da Corunha, com Francisco Vasques à frente, dispom-se a assumir em solitário as despesas relativas aos fastos militaristas previstos.

Resta ainda confirmar a resposta do Estado espanhol à intençom do movimento contra o desfile de se manifestar no próprio dia 29 de Maio, ainda que nom se descarta umha nova agressom ao direito fundamental de manifestaçom por parte de Sánchez Ameixeiras, delegado do Governo espanhol na Galiza. Esperamos poder confirmar nos próximos dias todo o relativo à mobilizaçom prevista contra o desfile das Forças Armadas espanholas.

Entretanto, diversas entidades do movimento contra o desfile chamárom as corunhesas e corunheses a pendurarem lençóis brancos e bandeiras da nossa pátria nas janelas como mostra de rejeitamento à presença das tropas e comandos espanhóis na cidade galega.

 

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Caças espanhóis sobrevoárom ontem o céu corunhês
A presença intimidatória da Polícia espanhola é constante e intensa em toda a cidade