Defensores da via estatutária manifestárom-se em Compostela por um "novo status" para o galego

17 de Maio de 2006

A Mesa pola Normalizaçom Lingüística, entidade normalizadora ligada ao BNG, convocou umha manifestaçom que decorreu na manhá de hoje nas ruas da capital da Galiza, para apoiar a via da reforma estatutária proposta polo próprio BNG como única possível para a recuperaçom social do galego. Se anos atrás o nosso nacionalismo denunciava maioritariamente o carácter antidemocrático do autonomismo e reclamava a autodeterminaçom como única via para a recuperaçom da língua, hoje encenou-se em Compostela a entrega do movimento normalizador controlado polo BNG à via autonomista.

Depois de vários anos sem mobilizaçom polo 17 de Maio, e coincidindo com o debate parlamentar de reforma do Estatuto de Autonomia, a Mesa promoveu umha mobilizaçom em cujo manifesto se reivindica explicitamente a via estatutária, afirmando literalmente que "O galego é o idioma do Estado que mais precisa das garantias de um novo Estatuto". Entidades estudantis e culturais estreitamente ligadas ao BNG, a própria CIG e até algumha força teoricamente oposta ao autonomismo, legitimárom com a sua presença os objectivos minimalistas do sector maioritário do nosso nacionalismo em matéria de direitos nacionais, que nom passam da reclamaçom de um "estatuto de primeira".

A manifestaçom ultrapassou em número as últimas convocadas, há uns anos, pola Mesa, mas ficou muito longe do irrealista número de 20.000 pessoas indicado pola força convocante, a julgar polas imagens difundidas por diversos meios, nomeadamente no acto final na praça da Quintá. O BNG e os seus cargos públicos cumprírom, no entanto, os objectivos marcados, levando o protagonismo de umha iniciativa posta ao serviço da sua actuaçom à frente do Governo da Junta e na Comissom Parlamentar que debate a redacçom de um novo Estatuto de Autonomia para as quatro províncias.

Especialmente significativas fôrom as declaraçons de Anxo Quintana durante a manifestaçom de hoje, pedindo "paciência" com a política lingüística da inoperante Secretaria Geral da Política Lingüística e em geral do actual Executivo autonómico.

Em definitivo, sendo legítimo e mesmo encomiável que @s nov@s partidári@s do autonomismo reivindiquem posiçons avançadas para o galego num novo texto estatutário outorgado polo Estado espanhol, o certo é que, diga a Mesa o que dixer, os objectivos normalizadores ultrapassam, felizmente, os interesses partidistas de tal ou qual formaçom política. Daí que os sectores mais comprometidos dia a dia com as novas dinámicas sociais normalizadoras autogeridas e à margem das instituiçons autonómicas, bem como sectores politicamente ligados ao soberanismo e o independentismo, nom tomassem parte numha marcha ao serviço de umha estratégia política e institucional bem concreta, que além do mais nom cumpre os requerimentos mínimos necessários para virar a grave situaçom que vive a nossa comunidade lingüística na actualidade.

 

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Os cargos públicos do BNG, e nom o movimento normalizador, levárom todo o protagonismo da manifestaçom de hoje em Compostela