Dia da Pátria: mais de meio milhar de pessoas participárom na manifestaçom soberanista unitária

27 de Julho de 2006

A manifestaçom unitária convocada polas Bases Democráticas Galegas congregou mais de meio milhar de pessoas no centro da capital da Galiza, unidas pola reivindicaçom do direito de autodeterminaçom. Além da entidade promotora e de outros sectores da esquerda e o nacionalismo galegos, a esquerda independentista tivo participaçom destacada com faixas das formaçons estudantil (AGIR) e juvenil (BRIGA), além da segurada por membros da Direcçom Nacional de NÓS-Unidade Popular e outros sectores sem adscriçom partidária.

Representantes independentistas da esquerda abertzale e do MDT catalám acompanhavam a representaçom portuguesa da Política Operária com umha faixa que afirmava a "solidariedade internacionalista". A marcha, animada em todo o momento, concluiu na praça do Toural, onde Carlos Taibo, um dos promotores das Bases, leu o manifesto dessa entidade. Nele, destaca-se a fraude política que esconde a comissom parlamentar que estuda a modificaçom do actual Estatuto de Autonomia, afirmando-se que sem autodeterminaçom nom há condiçons democráticas para afrontar com garantias o futuro da Galiza.

PCPG, AMI, ACPG e Ceivar participárom também com faixas próprias na mobilizaçom, em que participárom ainda sectores ligados à Unidade da Esquerda Galega, Comissom Viguesa pola Memória do 36, Assembleia de Mulheres do Condado, Corrente Vermelha, Comité de Loita Popular e Siareir@s Galeg@s. Também a militáncia do nosso partido participou activamente nas jornadas patrióticas, plenamente integrada nas dinámicas da esquerda independentista.

Multitudinário concerto na véspera. Jantar e acto político à tarde

Na noite do dia 24, o parque de Belvis acolheu um multitudinário concerto organizado pola organizaçom juvenil independentista BRIGA. Milhares de jovens congregárom-se para desfrutar da boa música procedente da Galiza, Países Cataláns e Itália. Um dirigente de BRIGA dirigiu também umha alocuçom reafirmando a linha de intervençom independentista e socialista no seio da juventude trabalhadora galega.

Já na tarde do dia 25, e após o jantar da filiaçom e simpatizantes de NÓS-UP, um acto político serviu para debater as reformas estatutárias em curso, com participaçom de Jon Kruz Ardasoro pola esquerda abertzale, Albert Vendrell polo MDT catalám e Maurício Castro por NÓS-Unidade Popular.

FPG marchou em solitário e BNG marginalizou Galiza Nova

Apesar dos reiterados requerimentos à unidade realizados polas Bases a todos os sectores autodeterministas, a FPG optou mais umha vez por quebrar unilateralmente a possibilidade de umha unidade plena. Por volta das cem pessoas participárom na sua convocatória.

Na manifestaçom do autonomismo, com participaçom similar à dos últimos anos, Quintana repetiu os lugares comuns habituais nos seus discursos. A "notícia" estivo em como a cúpula do BNG rompeu a tradiçom de dar a palavra no comício final ao líder de Galiza Nova. Desta vez, foi a deputada autonomista de menor idade que "representou" a gente nova do Bloque, o que provocou o protesto da direcçom da secçom juvenil, depois de que em meses passados o sector maioritário desse organismo se cindisse da UPG.

 

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Faixa de cabeça da manifestaçom autodeterminista, segurada por alguns dos promotores das Bases Democráticas Galegas
Aspecto da coluna independentista encabeçada pola Direcçom Nacional de NÓS-Unidade Popular
Faixa da juventude trabalhadora e independentista, organizada em BRIGA, durante a manifestaçom patriótica contra os estatutos e pola autodeterminaçom nacional