AGIR pede o voto de rechaço consciente ao sistema nas eleiçons da Universidade de Compostela

5 de Maio de 2006

"A crise da USC tem culpáveis. Manda-os a prisom com o teu voto. VOTA AGIR" é a legenda com que @s estudantes independentistas, organizad@s em AGIR, participam nas eleiçons ao Claustro universitário compostelano do próximo dia 10 de Maio. No texto difundido pola entidade estudantil da esquerda independentista, deixa em evidência algumhas das provas da descomposiçom da instituiçom universitária como negaçom do funcionamento democrático e igualitário, alheio por completo à construçom nacional. Polo seu interesse, reproduzimos na íntegra o texto, que podes consultar nos seu web nacional:

A CRISE DA USC TEM CULPÁVEIS. MANDA-OS A PRISOM COM O TEU VOTO. VOTA AGIR

Entre as escassas candidaturas concorrentes a este processo, tam só umha, a nossa, destaca polo seu declarado propósito de servir de alavanca para rebentar precisamente as mesmas instituiçons às quais nos apresentamos.

Eis a nossa originária intençom nesta antidemocrática e desprestigiada celebraçom a que acostumam aderir com o seu voto aproximadamente um patético 10% dos e das estudantes. Umha porcentagem que se corresponde, mais ou menos, com as adeptas e adeptos (e amig@s de) a encher sacas com quartos públicos em virtude do colaboracionismo com os órgaos de decisom (¿?) da USC.

Leiam-se como exemplos deste 'entreguismo à causa da democracia' os CAF, IESGA e qualquer outro colectivo afim a infestar os campus com a promocionada submissom estudantil a partidismos mais ou menos acomodatícios e oportunismos febris.

Prévia realizaçom das votaçons, AGIR já obtém representantes em 10 das 13 Faculdades em que nos apresentamos, devido à falta de candidaturas suficientes para colmar as vagas ofertadas. Evidente síntoma de desprestígio e ineficácia das Juntas e o Claustro.

Dito dum jeito prosaico, AGIR nom deseja tomar parte nas Juntas de Faculdade nem nos Claustros. As 19 candidaturas individuais que apresentamos em 13 Faculdades diferentes levam o selo do absentismo. O conjunto dos votos que recebamos representarám o de aquelas e aqueles que nom comungamos com a dinámica inoperante dos "salons de plenos" que amavelmente nos concedem os reitores da Universidade. AGIR nom participa na farsa pseudodemocrática das Juntas de Faculdade, a que tanta adoraçom professam as e os cachorros do PSOE e do BNG. Provavelmente, sejamos realistas, pola dinheirada esganadora que engolem de vez em fraternal harmonia por cada representante eleit@.

Lembremos que, há uns anos e de comum acordo, as plataformas sindicais amarelas citadas decidírom excluir a nossa organizaçom dos réditos económicos que os cargos eleitos obtidos nos deveriam reportar por estipulaçom estatutária. AGIR, a diferença do resto, nom espera portanto abraçar nengum caudal procedente de organismos públicos ao tomar parte neste "jogo de nen@s" com o que tanto gozam 'trepas' e conversos.

Há tempo, um anónimo junteiro da Faculdade de Filosofia comentou sarcasticamente que, após um extenso período como "representante" estudantil, achava de grande utilidade estes órgaos: em quatro anos de reunions conseguira, com esforço e sacrifício, substituir o velho relógio da entrada por um que dava a hora com mais tino.

A funcionalidade, quer das Juntas de Faculdade, quer do Claustro, é ridícula. O animoso seguidismo que despertam em certos núcleos de estudantes amossa às claras a conceiçom que estes tenhem do que significa exercer a luita estudantil.

Para acabar com a farsa destas eleiçons, o voto independentista é a única via de protesta consequente e rechaço consciente. Demos-lhes um bom susto. Cancelemos as Juntas e o Claustro.

 

 

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