Memória histórica: dous antifascistas galegos entre os fusilados pola Gestapo no Procéss des 42

3 de Abril de 2006

A verdadeira história de Alfredo Gomes Ollero, labrego de Paderne de Alhariz, concelho a Norte da comarca de Arnóia, e de Benedito Branco do Barro, natural de Ribadávia, capital da comarca do Ribeiro, era até há pouco desconhecida polas próprias famílias. O manto de silêncio imposto às vítimas do fascismo a partir do ponto final baptizado como "Transiçom democrática" à morte do ditador Francisco Franco tem impedido até hoje umha investigaçom a fundo e o reconhecimento de milhares de represaliados e represaliadas.

No caso de Gomes Ollero, tivo que ser um colectivo francês de recuperaçom da memória da resistência contra a ocupaçom nazi que mostrasse as evidências sobre a verdadeira trajectória vital do jovem labrego incorporado no exílio francês à resistência como responsável máximo na regiom do Baixo Loira. Militante comunista e capitám do Exército republicano, foi detido, torturado e fusilado pola Gestapo junto a outr@s 41 activistas, despido e de maos amarradas às costas, sem que trascendessem pormenores sobre a sua actividade resistente até há poucos meses.

Quanto a Benedito Branco do Barro, conhecido como "o Benito", a sua vida foi semelhante à de Gomes Ollero. Exilado a França, incorporou-se logo à luita contra a ocupaçom nazi, sem que se tenham demasiados dados da sua trajectória militante até a sua detençom e fusilamento no mesmo processo da Gestapo contra 42 antifascistas.

Umha campanha de reconhecimento na cidade francesa de Nantes, que incluiu a construçom de um monumento, permitiu às famílias saber onde eles estám enterrados e conhecer mais algo da história real de dous dos milhares de galegos e galegas assassinados polo fascismo e duplamente vitimados polo silenciamento imposto por umhas instituiçons ditas "democráticas" que preferem o vergonhoso esquecimento à orgulhosa reivindicaçom da memória dos heróis do povo.

É a nós que corresponde situar figuras como as de Gomes Ollero e Branco do Barro no lugar de honra que corresponde na História da Galiza que em grande medida está ainda pendente de ser escrita.

 

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Benedito Branco do Barro e Alfredo Gomes Ollero, heróis galegos da resistência à ocupaçom nazi em França