Avança(m) a(s) nossa(s) língua(s) no Berzo

13 de Setembro de 2006

Apresentamos o artigo assinado polo membro de Fala Ceive Igor Lugris, a respeito do início do novo ano lectivo na comarca berziana e as novidades em matéria de ensino do galego-português.

Avança(m) a(s) nossa(s) língua(s) no Berzo

Partidários dumha ou outra normativa para a nossa língua, conscientes ou nom de falarmos a mesma língua no aquém e no além Minho, o que devemos fazer é felicitarmo-nos porque, contra vento e maré, fazendo frente a mil e umha dificuldades e atrancos, a(s) nossa(s) língua(s) avança(m) no Berzo.

Neste ano lectivo 2006-2007, 16 centros educativos da nossa comarca ofertarám ao seu alunado a possibilidade de estudar língua galega. E a estes haverá que somar os outros 20 centros que ofertarám português. Sim: nem eu me equivoquei ao escrever nem tu ao ler. 20 centros que ofertarám português. Cá, no Berzo, na nossa comarca da Galiza irredenta.

Foi em 2001 quando, após a assinatura dum convénio entre a Junta da Comunidade Autónoma Galega e a "Ghunta" da Comunidade Autónoma de Castela e Leom (na altura, ambas as duas instituiçons em maos do PP), começou oficialmente a estudar-se língua galega nos liceus e nas escolas berzianas. No passado 30 de Agosto, essas duas mesmas instituiçons renovárom o protocolo, que, como grande novidade, oferece a possibilidade de que os centros educativos privados e concertados também podam acolher-se ao mesmo.

Assim, neste ano, 12 Centros Rurales Agrupados e Colégios Públicos (Toral de Meraio, Valentim Garcia Yebra, Jimena Munhíz, Carucedo, Maria Luisa Ucieda, Sam Lourenço de Brindisi, Virgem da Quinta Angústia, Sam Ildelfonso, A Ponte, A Placa, Compostilha e Jesus Maestro), além de quatro liceus de ensino secundario (Padre Sarmiento de Vila Franca, Bergidum Flavium de Cacabelos, Europa e IESVE de Ponferrada) terám aulas de língua galega em algumha das suas modalidades. Segundo a Delegaçom Territorial da Educaçom da "Ghunta" de Castela e Leom, serám perto de 800 alunos e alunas as que optarám por estudar a nossa e na nossa língua, com (segundo o mesmo organismo) oito professores e meio (sic) para atender ao alunado. Estes números demonstram a grande vitalidade que vai colhendo o estudo da nossa língua no Berzo, pois no ano 2002-2003 era 428 o número de alunoas/os que optavam por esta matéria.

E a estes haverá que somar o alunado, adulto, da Escola Oficial de Idiomas, que, com dous professores/as, oferece a possibilidade a muitas pessoas de aprenderem a nossa língua. Com isso, o número de alunas/os de língua galega situará-se por vota dos 900.

Mas, para além disto, devemos destacar também o facto de que na nossa comarca, e desde o curso 1987-1988, e por meio dum programa de cooperaçom institucional entre o Estado espanhol e Portugal, estám-se a ofertar aulas de língua portuguesa nos centros educativos. Com 11 professores/as na actualidade, que atendem 20 centros, entre colégios (Colégio Público Tierno Galván, Manuel Barrio, Generación del 27, San Miguel, Ribas do Sil, Páramo do Sil, A Devesa, Menéndez Pidal, Santa Bárbara de Bembibre, Santa Bárbara de Torre do Berzo, Tremor de Arriba, A Granja de Sam Vicente, Pradoluengo, o Redondal, Colégio Rural Agrupado de Villager de Laciana e Colégio Público “A Cortina” de Fabero), e centros da ESO onde se imparte como optativa no primeiro ciclo (Colégio Público Ribas do Sil, C.P. Santa Bárbara de Torre do Berzo, C.R.A de Tremor de Arriba e C.P. Manuel Barrio de Vila Seca de Laciana, Instituto I.E.S. Alvaro Yañez e I.E.S. Senhor de Bembibre).

Umha boa notícia (ou mesmo duas boas notícias) para a(s) nossa(s) língua(s), independendentemente do lado da barricada onde cada quem de nós se situe no confronto normativo.

Umha boa notícia, que nom teria explicaçom, nom sería possível entender, sem ter em conta a existência, em todos estes anos, do trabalho reivindicativo desenvolvido polas organizaçons galeguistas no Berzo: Fala Ceive, a Escola Gaitas, e outras muitas organizaçons, colectivos e mesmo pessoas a título individual.

 

 

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