Novas denúncias polos obstáculos ao ensino em galego no Berzo

26 de Outubro de 2006

Fala Ceive fijo público um novo comunicado de denúncia dos obstáculos que continuam a ser colocados ao avanço dos direitos lingüísticos no Berzo. Desta vez é o ámbito do ensino, onde alguns professores, funcionários e direcçons de centros fam o jogo às orientaçons político-institucionais mais reaccionárias para conseguirem que nem os mínimos já formalmente reconhecidos sejam cumpridos.

Algo que, de resto, conhecemos bem na Galiza administrativa, mas que numha comarca especialmente vulnerável pola grande desprotecçom oficial atinge umha gravidade ainda maior. Assim, diversas famílias berzianas denunciárom as negligências e entraves institucionais no campo educativo em relaçom ao uso académico do galego.

Reproduzimos, a seguir, na íntegra o escrito de denúncia da Associaçom Cultural Fala Ceive do Berzo, com os pormenores dos casos concretos detectados:

A obstaculiaçom do ensino da língua galega em secundário continua

A Associaçom Cultural Fala Ceive do Berzo denuncia novamente os impedimentos que se ponhem ao ensino da língua galega em secundário. Famílias do Berzo, afectadas por estes impedimentos no processo de aprendizado da nossa língua, dirigírom-se a Fala Ceive para nos informar dos obstáculos que persistem em certos centros de ensino para exercer, tal e como é o seu direito, esta opçom.

Segundo nos indicam as maes, os paes e o alunado interesados polo ensino da língua galega em dous liceus de Ponferrada (em concreto, o «Virgem da Azinheira» e o «Europa»), houvo diversos problemas e irregularidades à hora de optar voluntariamente por aulas da nossa língua. Assim, no liceu «Virgem da Azinheira», a pesar de haver procura da matéria deste idioma entre o seu alunado, ao começo do curso 2006-2007, os problemas derivados da distribuiçom do horário lectivo do profesor de língua galega asignado (com coincidência de aulas em vários centros do Berzo), impossibilitou finalmente que o alunado deste centro pudesse exercer o seu direito educativo. A intervençom da Direcçom Provincial de Educaçom de Leom tem sido lamentável, pois finalmente foi incapaz de resolver com eficácia este pequeno probema. Finalmente, mais umha vez o prejudicado e o alunado que aguardava com esperança que se iniciasse a oferta da matéria de língua galega no seu centro.

Por outra banda, também temos recebido queixas de alguns membros da comunidade escolar do instituto «Europa», ao respeito das irregularidades registadas no procedimento administrativo para solicitar as aular de galego. A documentaçom oficial para a matrícula no citado centro nom incluia nengumha referência escrita para as pessoas que desejavam optar polo ensino da nossa língua durante o curso 06-07. Ante esta clara irregularidade administrativa, os pais, as maes e o alunado em geral tivérom que dirigir-se à secretaria do dito centro para dar a cara «in situ», e declarar a sua vontade de optar polo ensino da língua galega em algum dos correspondentes cursos de secundário. Nom é lógico que os membros da comunidade escolar deste instituto tenham que se dirigir em pessoa à secretaria para fazer manifesta declaraçom verbal da opçom polo ensino da língua galega. O justo seria que na própria documentaçom da matrícula figurasse expresamente a possibilidade de optar polo ensino do idioma galego, e assim ficasse constância escrita da vontade dos afectados e das afectadas.

Vistas estas graves irregularidades, Fala Ceive dirige-se novamente ao Procurador do Comum de Castela e Leom para que inicie o correspondente expediente em relaçom com estas denúncias, e realize as investigaçons pertinentes com objecto de supervisar esta problemática. No caso do liceu «Virgem da Azinheira», pedimos que se ofertem aulas de galego neste curso 2006-2007 ao alunado que assim o tenha solicitado. Ao respeito do liceu «Europa», demandamos que o Procurador do Comum se dirija à «Consejeria» de Educaçom e Cultura da Junta de Castela e Leom para que lhe solicite a elaboraçom de umha resoluçom que inclua a referência à obrigatoriedade de os centros educativos do Berzo incluirem na documentaçom oficial de matriculaçom umha clara referência à possibilidade de optar polo aprendizado da matéria de língua galega.

Ponferrada, 24 de Outubro de 2006.

 

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