Novas acçons estudantis contra a privatizaçom das universidades

27 de Maio de 2006

O estudantado independentista organizado em AGIR continua com actos de protesto contra o chamado Espaço Europeu do Ensino Superior, mais conhecido por Processo de Bolonha, que conduz o ensino universitário para umha cada vez maior dependência de instáncias financeiras e outros organismos privados, além de umha elitizaçom crescente.

Na passada quinta-feira dia 25, umha série de caixas automáticos dos cámpus universitários da Corunha, Ferrol e Vigo fôrom tapados com autocolantes de denúncia do "roubo" a que submetem o alunado as entidades financeiras, contando com a colaboraçom das equipas reitorais. Em simultáneo, faixas com a legenda "Paremos o Processo de Bolonha" e "Fora entidades bancárias da Universidade" fôrom coladas nos campus das citadas universidades.

Finalmente, AGIR repartiu folhetos em que se explicava o sentido das referidas acçons, cujo conteúdo reproduzimos a seguir:

Agindo contra o Processo de Bolonha

Acabamos de passar a data do 11 de Maio -dia internacional europeu de luita estudantil- que mobilizou milheir@s de estudantes contra o Espaço Europeu de Ensino Superior (Processo de Bolonha).

Aqui, na Galiza, a hipótese de mobilizaçom estudantil nom semelhava viável por diversos motivos: esgotamento do estudantado trás as mobilizaçons de massas do Prestige ou do Iraque, desinformaçom sobre o que Bolonha realmente significa, o facto de que a social-democracia -ocasional sujeito crítico dos planos do Capital (veja-se o caso da LOU que logo o PSOE aplicou) desde a oposiçom- chefie o governo espanhol e o galego, etc.

Porém, e continuando o trabalho opositor e de combate aos planos do capitalismo, hoje e aqui levamos a cabo umha acçom directa contra a presença explícita do capital nauniversidade.

Hoje de AGIR queremos conscientizar o estudantado galego contra o Processo de Bolonha que nom pretende mais do que aprofundar na relaçom que já havia entre ensino e capitalismo, ou o que é o mesmo, o facto de se aperfeiçoar o ensino como ferramenta de benefício para a oligarquia europeia, que fai com que a universidade seja mais elitista económica e intelectualmente, mais homogénia de todos os pontos de vista negativos, que queiras ver ou nom, e em definitivo, tornar a massa juvenil que sai de secundária, e que se quigesse deveria ter direito a ir à universidade, em mao-de-obra-barata ante a impossibilidade em cada vez mais casos de continuar estudando-

É por isto que hoje fazemos mais umha jornada de luita na defesa dum ensino público e ao serviço do Povo Trabalhador Galego.

Fora as entidades bancárias da universidade!
Paremos entre todos e todas o Processo de Bolonha!

 

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