Cardeal espanhol afirma que a autodeterminaçom vai contra a "identidade cristá" e a "ordem natural criada"

30 de Julho de 2006

Quando julgávamos ter escuitado já todos os preconceitos e falsificaçons possíveis para negar os direitos dos povos, um dirigente espanhol da Igreja Católica, o cardeal arcebispo de Toledo, Antonio Cañizares, tirou da cartola um novo: "as comunidades que pedirem umha espécie de autodeterminaçom ou umha autodeterminaçom plena, terám de procurar uns sinais de identidade, que já nom será a cristá, porque esta é unificadora".

Desconhecemos é o motivo polo qual a Polónia ou a Irlanda nom fôrom escomungadas na altura de conquistarem as suas respectivas independências, que no seu momento arvorárom com a religiom católica como um dos símbolos nacionais respectivos.

No caso do Estado espanhol, Cañizares prefere apoiar as posiçons imperialistas, afirmando que "se Espanha for disgregada, se Espanha for fragmentada, se Espanha for "de-contruída", terám de procurar outras raízes, outros fundamentos para essa construçom da nova Espanha, ou do que quer que seja".

Em opiniom do dirigente vaticanista, na actualidade nom se estuda avondo os Reis Católicos e as "raízes cristás de Espanha", tentando reduzir a sua história à decorrida "a partir da invasom mussulmana". (sic)

O ultra vestido de sotana denunciou ainda o "laicismo radical" e a existência nas naçons sem Estado da Península de um "projecto cultural desintegrador". Em pleno delírio espanholista, afirmou que a crise do imperialismo espanhol fai com que nom poda haver democracia. Cañizares acrescentou que a estabilidade espanhola responde à "ordem natural criada", ameaçada segundo ele polo "totalitarismo das maiorias" (sic).

 

 

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