PP pretende evitar homenagem a antifascistas da Caniça

6 de Agosto de 2006
O Presidente
da Cámara da Caniça, na comarca da Paradanta, entre o Condado
e o Ribeiro, leva semanas pressionando a vizinhança e o Delegado do
Governo espanhol em Ponte Vedra, para impedir a realizaçom de umha
homenagem popular aos antifascistas assassinados em 1936.
Um grupo de familiares
e amig@s dos fusilados da Caniça organizam a vindoura quarta-feira
9 de Agosto, a partir das 20.30 horas, na praça maior da vila, o primeiro
acto de homenagem a quatro militantes do PSOE fusilados no monte Castro de
Vigo a 31 de Outubro de 1936.
Desde que se
começou a ter notícias da organizaçom do acto, o senador
do Partido Popular e Presidente da Cámara da Caniça desde 1979,
César José Mera Rodríguez, está a mexer todas
as molas do seu poder para evitar a realizaçom do acto.
O franquismo que sobrevive nas instituiçons municipais da Caniça quer continuar a ocultar a verdadeira história desta vila e do nosso país, massacrada a ferro e fogo polo falangismo e as forças reaccionárias que impugérom durante 40 anos umha ditadura.
Fusilados
após Conselho de Guerra
A 31 de Outubro
de 1936, no monte Castro de Vigo, fôrom fusilados quatro destacados
militantes do PSOE da Caniça:
- Antonio Mojim Vasques, mestre, 21 anos.
- Jesus Eugénio Pérez Pérez, mestre, 49 anos, pai de 4 filhos, secretário local do Partido Socialista.
- Tirso Servando Justino Gomes Freixido, industrial, 49 anos, pai de 3 filhos, presidente da Casa do Povo.
- Justo Moure Giráldez, comerciante e vice-presidente da Cámara Municipal, 27 anos, pai de 3 fillos. Eles representam tod@s os homens e mulheres da Caniça que fôrom perseguid@s, reprimid@s e negad@s por defenderem a liberdade e a justiça social.
Homenagem
à presidenta da Cámara Municipal
@s organizadores/as
também querem aproveitar esta primeira homenagem à história
democrática da Caniça para realizar umha lembrança de
Maria Gomes González, presidenta da Cámara da Caniça,
única mulher que ocupava esse cargo durante a II República na
Galiza. Maria Gomes foi condenada à morte, mas finalmente foi comutada
a pena máxima pola de prisom perpétua.
Em palavras da comissom organizadora, "a homenagem é para que a vila da Caniça lembre que tem @s seus mártires da democracia e que 70 anos de duro silêncio nom podem com a sua memória".
Homenagem
recolhe apoios
Diversas entidades
vinculadas com a recuperaçom da memória histórica do
sul da Galiza já tenhem confirmado participaçom nos actos de
homenagem.
Também a esquerda independentista participará para manifestar o apoio à valente iniciativa frente aos obstáculos e tentativas de proibiçom da extrema-direita local representada na figura do presidente da Cámara Municipal e senador César Mera.
Envio de protestos
ao PP da Caniça
Primeira Linha anima a enviar correios electrónicos de protesto e condena a Cesar Mera em cjose.mera@senado.es
:: Mais informaçons sobre o mesmo tema
70 anos depois, Parlamento europeu condena golpe de Estado franquista, com a oposiçom do PP. (+...)