39 anos depois, a figura do Ché confirma-se entre os principais referentes da esquerda anti-capitalista

9 de Outubro de 2006

A rica história de revoluçons e luitas populares ao longo do planeta no século XX deixou um bom número de exemplos de heroísmo e entrega à causa da revoluçom socialista e à libertaçom dos povos face ao imperialismo. Muitos deles, de facto, nunca ultrapassárom o anonimato do militante, da militante que assume um compromisso vital com a luita revolucionária, morrendo polo ideal da emancipaçom do seu povo e polo fim da exploraçom e as injustiças no mundo.

Dentre os mais conhecidos exemplos, destacam os contornos firmes e indeléveis do Comandante Ernesto Guevara: o Ché. Verdadeiro exemplo de militáncia integral polo socialismo, desde a tomada de consciência, na juventude, dos graves problemas causados polo capitalismo imperialista no continente americano.

Exemplo paradigmático de internacionalismo, participando em primeira linha na luita revolucionária cubana desde a primeira hora, no desembarco do Granma em 1956 para encetar a luita guerrilheira na Serra Maestra, e até a vitória com a entrada em Havana a 1 de Janeiro de 1959. África e a própria América Latina, até a morte na Bolívia, a 9 de Outubro de 1967, fôrom posteriormente testemunhas da entrega honesta e sem concessons do Comandante Ernesto Guevara à causa da Revoluçom Mundial.

Revolucionário marxista, contrário ao dogmatismo e ao reformismo

Mas o Ché é também exemplo na assunçom do marxismo como guia para a acçom, com posiçons anti-escolásticas enfrentadas ao catecismo imposto polo estalinismo soviético. Contrário por igual às visons dogmáticas, ao burocratismo, ao reformismo e à acomodaçom, em permanente luita ideológica e prática pola autoemancipaçom dos povos e da classe trabalhadora, o Ché vive hoje na sobrevivência do movimento revolucionário socialista à debacle do erradamente chamado "socialismo real", do qual ele próprio foi crítico implacável.

Os mesmos que o assassinárom na aldeia de La Higuera tentárom inutilmente destruir o seu legado e evitar o seu exemplo. A impossibilidade de venderem umha imagem distorcida de umha figura histórica de grande prestígio para os povos do mundo deu passagem à mercantilizaçom e banalizaçom do seu perfil, como produto publicitário e esvaziado de qualquer conteúdo transformador.

Também nesse objectivo vam fracassar os ideólogos do capitalismo e os seus assistentes social-democratas. O Ché é d@s revolucionári@s e anti-imperalistas, porque a Revoluçom e o anti-imperialismo fôrom a sua aposta vital; porque é impossível banir a sua exemplar atitude revolucionária à frente da guerrilha e do Ministério da Indústria da Revoluçom Cubana, no trabalho voluntário e como exemplar embaixador dos povos do mundo perante os organismos internacionais.

39 anos depois do seu fusilamento extra-judicial, ordenado polo imperialismo ianque, a continuidade da Revoluçom Cubana e o avanço das posiçons revolucionárias no continente americano, em países como a Venezuela ou a própria Bolívia, é a melhor homenagem ao legado do Guerrilheiro Heróico. Umha homenagem a que Primeira Linha quer aderir incondicionalmente, deste canto extremo-ocidental da Europa chamado Galiza, por cuja libertaçom nacional e social de género continuaremos a luitar, seguindo o incorruptível exemplo de Ernesto Guevara, o Ché.

Até a vitória sempre!

 

 

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