90 anos depois da Revolta da Páscoa: Revisitar Connolly

19 de Setembro de 2006

No passado mês de Abril, cumprírom-se 90 anos da Revolta da Páscoa, insurreiçom protagonizada polos sectores mais avançados do nacionalismo irlandês em 1916, e que proclamou um Governo Provisório em Dublin, acabando esmagado polas tropas imperialistas británicas, como os próprios promotores da acçom vaticinaram. Umha derrota militar que logo se havia de converter em histórica vitória política, apesar do fusilamento da maior parte da dirigência independentista irlandesa que tomou parte no que foi considerado um precedente da iminente Revoluçom Socialista na Rússia.

Um dos principais líderes da Revolta da Páscoa, que ocupou efemeramente o posto de vice-presidente da República da Irlanda, foi o socialista James Connolly, fusilado no dia 12 de Abril de 1916 junto a Patrick Pearse (presidente do Governo Provisório) e a outros 14 dirigentes nacionalistas.

Estamos perante umha figura fundamental do movimento revolucionário do século XX, admirada por Lenine pola sua digna oposiçom à Guerra Mundial quando a maior parte do socialismo europeu claudicou, e entregado à causa da libertaçom nacional do seu país como parte de um processo revolucionário socialista que, na sua concepçom, excluía qualquer conciliaçom de classe com a dirigência capitalista irlandesa.

Achamos de interesse, coincidindo com este aniversário, revisitar, partindo da Galiza, James Connolly, e nom apenas como homenagem à sua vida de entrega à causa da independência e o socialismo, mas também como reconhecimento ao preclaro teórico da necessária independência de classe nas luitas de libertaçom nacional. No fim do século XIX e início do XX, Connolly advertiu já contra o interclassismo que impregnaria propostas nacionalistas como a que, no nosso país, encarnárom nas últimas décadas organizaçons ditas marxistas que acabárom renunciando aos princípios soberanistas e anticapitalistas iniciais, em favor do Home Rule particular cedido por Espanha a umha Galiza, como a Irlanda, mutilada: o Estatuto de Autonomia.

Estreia-se assim, pois, James Connolly à nossa Biblioteca Marxista em Galego, que cumpre os 75 trabalhos disponibilizados, e fai-no com dous trabalhos dedicados a reivindicar a independência da classe trabalhadora no processo de libertaçom nacional irlandês.

 

- Socialismo e nacionalismo irlandês. James Connolly (1897). (html) / (PDF)

- Libertemos a Irlanda. James Connolly (1899). (html) / (PDF)

 

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