Relatório da UNICEF 2006: Situaçom mundial das crianças retrata natureza do capitalismo

4 de Outubro de 2006

A UNICEF apresentou o seu relatório "A situaçom mundial das crianças 2006", nova ediçom do estudo que anualmente publica esse organismo dependente da ONU. O retrato nom pode ser mais desolador: centenas de milhons som vítimas de exploraçom e grave discriminaçom sem que a comunidade internacional intervenha. É a natureza do capitalismo que entranha as piores condiçons de existência para as pessoas com menos possibilidades de enfrentar as suas injustiças: as crianças.

Som mais de metade das nenas e nenos no mundo aquelas condenadas à condiçom de pobres, habitantes de contextos bélicos ou doentes de sida. A própria UNICEF, organismo oficial controlado polos próprios estados capitalistas, reconhece o desrespeito dos estados às normas aprovadas por eles em 1989 na chamada Convençom dos Direitos da Criança.

A situaçom é especialmente grave nos chamados "países em desenvolvimento", com metade da populaçom infantil carente de um ou mais bens considerados essenciais na vida das crianças: 640 milhons sem teito, 500 milhons sem saneamento, 400 milhons sem água potável, 300 milhons sem acesso à informaçom, 270 sem acesso a serviços básicos de saúde, 140 milhons sem escola (com maioria de mulheres neste parámetro) e 90 milhons a passarem fame.

Quase 700 milhons delas vivem sem dous ou mais dos referidos bens essenciais. No caso dos conflitos bélicos, mais de metade dos 3,6 milhoes de pessoas que morrêrom devido às guerras, desde 1990, eram crianças. Mas nom só nos países "em desenvolvimento" (eufemismo para a maioria de países empobrecidos polas desigualdades mundiais em favor da minoria enriquecida), sofrem situaçons negativas para nenos e nenas.

11 dos 15 países desenvolvidos analisados tenhem tendências negativas quanto à evoluçom da qualidade de vida dos e das menores: a percentagem de crianças a viver em lares com baixos rendimentos aumentou na última década.

Estes e outros dados incluídos no referido estudo, que leva na sua capa a sublegenda "excluídas e invisíveis", som suficientemente eloqüentes para nos poupar qualquer comentário adicional.

 

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