Cuba fala claro ao imperialismo europeu

14 de Maio de 2006
O Governo revolucionário cubano enviou o seu vice-presidente, Carlos Lage, junto ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Pérez Roque, à cita da Cimeira de Viena, que reuniu chefes de Estado e de Governo da América Latina e a Uniom Europeia.
Longe da linguagem diplomática e politicamente correcta, o dirigente cubano denunciou directamente os compromissos do imperialismo europeu como assistente do norte-americano. "Cuba nom pode levar a sério as sançons da UE", afirmou Lage, umha vez que responde a dupla moral de quem nom passa de um servilismo vulgar perante o gigante estado-unidense, carente de qualquer independência política no que toca às relaçons com a ilha das Caraíbas.
Como exemplo incontestável, citou o facto de os EUA serem o principal violador de direitos humanos no planeta, o que nom fijo à Uniom Europeia impor-lhes qualquer sançom, ao contrário do que fam com a Cuba revolucionária desde 5 de Junho de 2003.
Sem papas na língua, a representaçom cubana em Viena lembrou a permissividade, quando nom cumplicidade, da UE em casos como a agressom imperialista e ilegal contra o Iraque, ou com a política da CIA em relaçom aos prisioneiros de guerra transportados ilegalmente de aeroporto em aeroporto europeu em direcçom a prisons secretas onde som torturados e desaparecidos.
Carlos Lage afirmou abertamente que a UE nom é ninguém para pedir a Cuba quaisquer reformas de nada, recomendando aos 25 que deixem de perder o tempo com as imposiçons unilaterais contra Cuba, que nunca aceitará declaraçons ameaçantes dos líderes europeus. Tampouco haverá "gestos" cubanos para favorecer nengumha mudança da Uniom Europeia: "temos demasiada moral para tal, e muito respeito aos nossos principios", garantiu.
A representaçom diplomática cubana confirmou que continuará a assistir às cimeiras e encontros internacionais "para lhes dar conteúdo e exprimir as ideias do nosso Governo", considerando umha vitória a condena que afinal se fijo em Viena contra o bloqueio da ilha e da Lei Helms-Burton, e agradecendo o apoio dos povos da América Latina e as Caraíbas à causa cubana.
Do interior da UE, como galeg@s conscientes e também solidári@s com a causa revolucionária cubana, nom podemos deixar de dar os parabéns ao seu Governo pola digna posiçom mantida nos últimos dias na Cimeira de Viena.
:: Algumhas das informaçons publicadas no nosso portal sobre Cuba em 2003 (ano da imposiçom das sançons da UE)
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