15 pessoas mortas na vaga repressiva turca contra a revolta curda

4 de Abril de 2006

O Estado turco continua a agir como o que realmente é, deixando cair a máscara "democrática" com que tenta disfarçar-se para conseguir o reconhecimento da Uniom Europeia. Os protestos do povo curdo, violentamente submetido polas armas turcas, custárom só nos últimos dias nom menos de 15 mortes sob o fogo da polícia turca.

A faísca que acendeu os protestos maciços do povo curdo foi a morte de quatro guerrilheiros do PKK numha incursom do Exército turco nas montanhas da província sul-oriental de Mus, em território curdo ocupado pola Turquia. Milhares de manifestantes lançárom-se às ruas, fazendo frente às armas turcas com pedras e paus. O balanço actual é de 15 pessoas mortas, incluídas três crianças, na cidade de Diyarbakir.

45% do povo curdo vive no território dominado pola Turquia, padecendo umha situaçom de extrema repressom e de ocupaçom permanente, vendo negados direitos fundamentais como a língua e a própria identidade. Os anúncios de dirigentes políticos turcos sobre a democratizaçom do conflito ficou nestes dias em águas de bacalhau, voltando a repressom aberta como única soluçom imperialista contra as aspiraçons do povo curdo, cuja revolta ainda nom foi totalmente esmagada polas forças policiais e militares turcas.

Resistência curda ameaça interesses turísticos turcos

De facto, a organizaçom armada curda Falcons da Liberdade do Curdistám (FLC) respondeu à repressom com ameaças de atacar interesses turísticos em vingança pola morte de populaçom civil curda sob fogo turco. A organizaçom popular curda exortou o turismo internacional a excluir a Turquia como destino ou entom "ater-se às conseqüências", pois "as divisas que pagam os turistas som as maiores receitas do Estado turco para atacar o povo curdo".

Um povo que continua a viver o seu particular apartheid na Turquia, com o país submetido a umha política de terra queimada para evitar a resistência, e a populaçom espalhada e condenada à discriminaçom mais crua, sob a impunidade repressiva do Estado turco. Só na última semana, mais de meio milhar de pessoas de nacionalidade curda fôrom detidas polas forças de ocupaçom turcas, cujo Estado maior aspira a se integrar na "democrática" Uniom Europeia num futuro imediato.

 

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Rapazinho curdo segurando a bandeira do Partido dos Trabalhadores do Curdistám (PKK)