Guerrilha curda contesta repressom e fai cinco baixas ao Exército turco

6 de Abril de 2006

A ofensiva repressiva do Estado turco contra o povo do Curdistám, que na última semana fijo 15 mortes, incluídas três crianças, foi respondida pola guerrilha do PKK nas montanhas de Gabar, perto da fronteira com o Iraque e a Síria. Ali, ao menos cinco soldados turcos morrêrom em emboscadas guerrilheiras e confrontos em que outros fardados do Exército ocupante ficárom feridos.

O Partido dos Trabalhadores do Curdistám mantivo umha trégua de seis anos para tentar forçar umha saída democrática à insustentável situaçom de opressom que padece o povo curdo sob administraçom turca. A falta de avanços, a continuidade da negaçom radical dos direitos nacionais e o incremento nos últimos tempos da repressom, incluídas as execuçons extra-judiciais de independentistas, empurrárom a guerrilha independentista a pegar novamente nas armas para defender um futuro para o Curdistám.

Diversos ataques guerrilheiros ocorrêrom nas últimas horas em diversas cidades, incluída a capital turca, onde foi atacada umha sede do Partido da Justiça e o Desenvolvimento, a força islamista governante na Turquia. Diversas fontes falam ainda da morte de mais um polícia na cidade oriental de Genc, na província de Bingol, num ataque do PKK a umha esquadra policial, no que parece confirmar umha verdadeira reactivaçom da estratégia armada do movimento de libertaçom nacional curdo no território ocupado pola Turquia.

Umha naçom milenar sempre submetida a poderes estrangeiros

Calcula-se que a naçom curda tenha umha antigüidade de trinta séculos. A língua, de raiz indoeuropeia, é falada desde o século VII. O povo curdo vive desde entom sob dominaçom estrangeira e feudal: primeiro e sucessivamente polos Impérios persa, macedónio, romano, arménio e bizantino, e depois polo otomano, a partir do século XVII, com algumha autonomia até o século XIX, em que as ingerências e a opressom fôrom em aumento.

A seguir à desintegraçom do Império otomano, os anos posteriores à Primeira Guerra Mundial abrírom expectativas para a criaçom de um Estado próprio, mas a falta de unidade interna e o acesso ao poder da nova República turca de Mustafá Kemal, "Ataturk", iniciou umha etapa de mais divisom e ocupaçom que se estendeu até a actualidade, em que o Estado turco considera o território curdo mais umha província da sua "grande Turquia".

O PKK, organizaçom marxista de libertaçom nacional, iniciou a luita armada como estratégia para a emancipaçom nacional curda em Agosto de 1984. Em 1999, o líder da organizaçom, Abdula Ocalan, seqüestrado e prisioneiro das forças repressivas turcas, declarou um cessar-fogo ao qual a Turquia respondeu com mais repressom. Daí que o movimento patriótico curdo se veja novamente abocado a pegar nas armas em defesa da existência de um povo negado pola Turquia e polos restantes estados entre os quais o seu território está esquartejado, perante a passividade da chamada "Comunidade Internacional".

 

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