Militarismo espanhol contará em 2007 com o maior aumento orçamentário dos últimos 20 anos

4 de Outubro de 2006

O orçamento do Ministério espanhol da Defesa vai atingir no ano próximo os 8.049.990.000 euros, quer dizer, mais 8,6% do que em 2006, no que supom o maior aumento em despesas militares dos últimos vinte anos. E isso sem incluir o que chamam "operaçons de paz" em que as forças armadas espanholas andam envolvidas em diversos países como o Afeganistám ou o Haiti, e que também devem ser acrescentadas à actividade bélica espanhola.

É bom fazer referência aos dados concretos para combater o palavrório pseudopacifista dos membros do governo que preside Zapatero com a evidência da verdadeira prática que, como antes o PP, mantenhem. Os números confirmam a manutençom da mesma estratégia militarista de sempre e as pouco substanciais diferenças entre os dous grandes partidos espanhóis em políticas que definem a natureza do Estado capitalista espanhol.

Nas novas verbas dedicadas à política belicista, destaca a criaçom de forças de "despregamento rápido", o aumento do finaciamento das chamadas "acçons contra o terrorismo" e os 15,8% mais dedicados ao Centro Nacional de Inteligência, além da vocaçom ofensiva dos gastos, rumados para as actuaçons além das próprias fronteiras.

Contodo, o intervencionismo no exterior em campanhas como as actuais no Afeganistám, o Líbano ou o Haiti, será financiado por outras vias, o que ainda contribui para maquilhar a autêntica dimensom do militarismo espanhol. O dinheiro da Defesa irá para reforçar a capacidade ofensiva nos três exércitos, para a modernizaçom técnica e de infraestruturas e para a criaçom de forças militares de emergência e "contra o terrorismo".

Entre outros projectos previstos, dá-se por feita a compra de 19 helicópteros e 10 avions anfíbios, além do aumento de salários dos militares (600 milhons de euros serám dedicados a isto último).

 

 

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