Entrevista com o líder de Hezbollah: "enquanto existir o imperialismo no mundo, a paz permanente é impossível"

23 de Agosto de 2006

Para além das evidentes diferenças que em questons ideológicas e de prática política podamos manter como revolucionári@s socialistas em relaçom a movimentos de resistência de forte componente religiosa, achamos interessante dar a conhecer os pontos de vista de umha das organizaçons mais claramente posicionadas na luita anti-imperialista no actual palco internacional. Reproduzimos por isso esta entrevista recente com o máximo líder de Hezbollah, publicado em diversos meios electrónicos, entre eles La Haine.

Hezbollah: "Enquanto existir o imperialismo no mundo, a paz permanente é impossível"

Roza Çiðdem Erdoðan / Mutlu Þahin (jornalistas turcos)

Entrevista com Sayed Hassan Nasrallah, dirigente máximo de Hezbollah :: Fala sobre a resistência contra as tropas de Israel, os regimes colaboracionistas, os socialistas e a frente única contra o imperialismo. "O senhor é testemunha de como o nosso povo abraçou Chávez e Ernesto Che Guevara..."

Desde o primeiro dia da nossa chegada ao Líbano, procuramos a maneira de entrevistarmos Sayed Hasan Nasrallah (1), o secretário geral de Hezbollah (2). Comunicamos esta demanda continuamente aos representantes de Hezbollah. Depois de umha considerável espera, repentinamente, os militantes de Hezbollah vinhérom-nos ver e tirárom-nos fotografias, além de rever os nossos documentos de identidade. Depois fôrom embora, sem nos dizerem nada.

Uns dias depois deste incidente que nos causou grande nervosismo, dous civis chegárom em visita. Dixérom-nos que Nasrallah estava a aguardar para nos ver, mas que nom levássemos cámaras de fotografias ou filmadoras. Absolutamente. Depois de darmos voltas durante umha hora numha viatura particular, finalmente Nasrallah apresentou-se onde estávamos. Ainda que, aparentemente, tivéramos sucesso, nom podiamos deixar de estar nervosos.

Israel, que reocupou primeiro a Palestina e depois Líbano sob o pretexto do seqüestro dos seus soldados, enfrentou umha resistência de que nom estava à espera no Líbano. Apesar do apoio dos EUA e a Europa, Israel sofreu numerosas baixas no seu enfrentamento com Hezbollah, que é umha organizaçom com raízes no Líbano.

Hezbollah, que foi apresentada como a condutora de umha resistência eficaz contra Israel, cujas forças armadas fôrom riscadas de "invencíveis", praticamente governa o Sul do Líbano. Ainda que defende as terras do Líbano, Hezbollah continua a ser umha fonte de inspiraçom para a resistência do povo Palestiniano, do Iraque e Afeganistám onde, agora mais do que nunca, goza de grande prestígio por ter resistido em pé a embestida do exército e a aviaçom israelitas.

Falamos com Sabed Hasan Nasrallah, líder de Hezbollah, quem se converteu numha espécie de "símbolo" da resistência aos assaltos imperialistas nom apenas do Líbano, mas de todo o mundo árabe. Com o dirigente falamos sobre a resistência de Hezbollah, do Líbano, da agressom Sionista com apoio imperialista, a atitude dos governos da regiom e a Turquia, as relaçons com o movimento socialista e muitos outros temas. Esta entrevista foi conduzida a 13 de Agosto, apenas horas antes do anúncio do cessar-fogo ordenado pola ONU.

Pergunta - Israel dixo que o seu objectivo é "a destruiçom do Hezbollah" nos primeiros dias da ocupaçom do Líbano. No entanto, encontrou umha resistência que nom esperava e nom pudo cumprir com esses objectivos. Através de violentos confrontos, o exército ocupante continua a sofrer fortes perdas. Isto nom foi reportado abondo pola imprensa. Pode o senhor dar-nos um breve informe sobre a situaçom actual da resistência?

Hassan Nasrallah: Os sionistas, que som os contratistas do imperialismo, estám a utilizar a imprensa muito eficientemente. No Ocidente, principalmente na imprensa dos EUA, primariamente em maos de capitalistas judeus, enganam as pessoas quando lhes dim que estám bombardear las posiçons do Hezbollah. Isso é mesmo umha mentira! Como o senhor pudo comprovar pessoalmente, esta é umha grande mentira! Eles estám a martirizar os civis inocentes; estám a martirizar as mulheres e crianças. Mas em toda a parte onde nos cruzamos com os sionistas fixemo-los retroceder.

Estamos a agir com cautela e nom estamos a disparar os nossos mísseis contra os civis. Ao dizerem que estamos a disparar sobre vivendas civis, procuram enganar os povos do mundo. Nós apenas disparamos mísseis de maneira controlada e em lugares previamente identificados. No que di respeito a este assunto, é também necessário pontualizar o siguinte: eles estivérom a empurrar deliberadamente os Israelitas árabes para a fronteira. Exponhem-nos como alvos para que nós lhes disparemos. Mas nós nom lhe fazemos o jogo a esta provocaçom; os nossos alvos nom som os civis, mas as forças militares sionistas. Os nossos combatentes estám a rechaçar em toda a parte as forças sionistas nas operaçons de terra. E teriam que saber que ainda nom utilizamos o nosso arsenal mais importante.

Os sionistas, que sabem que nom nos podem assustar com a morte, estám tratando de destruir a nossa infraestrutura, os nossos caminhos, as nossas pontes, as nossas mulheres e crianças. Assim é como tentam intimidar-nos. Todo é inútil porque nom nos vamos render. Além da liberdade da nossa pátria, nom aceitaremos nengumha outra soluçom. Vamos resistir e brigar. O imperialismo e os seus contratistas sionistas na regiom devem saber que os estamos a aguardar em cada outeiro, em cada vale, en cada rua e em cada polegada do nosso país. A nossa resistência necessita a vitória. Nom temos mais saída do que isso. Esta guerra acabará com a vitória dos oprimidos do mundo e a dos Mussulmanos.

Pergunta -é possível que o Líbano enfrente de novo o perigo de umha guerra civil?

Hassan Nasrallah: Nom apenas no Líbano, mas também em toda a regiom, o regime sionista tenciona a polarizaçom com as tensons entre grupos étnicos, seitas e crenças. A sua estratégia de atacar o nosso país também confirma isto. Mas Hezbollah estragou-lhes o jogo. Os povos oprimidos do nosso país e do Médio Oriente vinhérom em defesa de Hezbollah e fornecêrom-nos com o seu apoio. O socialistas e os cristaos estám incluídos nisto.

Por outro lado, o imperialismo estabeleceu falsas organizaçons Islámicas como frentes de colaboraçom, já na época da URSS. Estas forças, além de semear a discórdia entre seitas para benefício dos EUA, também luitárom contra os revolucionários (3). Apesar disso, as condiçons agora mudárom. Os EUA também utilizárom Saddam, que eles próprios derrocárom há uns anos, para luitar contra o Irám, os curdos e nós. Ninguém pode pensar nem por um momento que nós nom saibamos destas armadilhas. Somos conscientes e nunca havemos de cair nelas.

Pergunta - Apesar dos ataques contra a Palestina e o Líbano, os governos árabes permanecem em silêncio. qual a razom deste silêncio?

Hassan Nasrallah: a maioria destes países som colaboracionistas. Por exemplo, em países como a Arábia Saudita, há "fatwas" (4) que se figérom contra nós. Som fatwas bastante engraçadas e nem sequer os povos destes países acreditam nelas. Estes decretos som absolutamente políticos e fôrom preparados para servir os interesses dos EUA. Estes decretos som feitos públicos de quando em vez, mas nós nom os levamos a sério. Mas permita o senhor dizer-lhe que nós nom toleraremos enfrentamentos entre seitas e religions e que estas "fatwas" tenhem essa intençom. Eles recorrêrom a estas armadilhas e fôrom vitoriosos num primeiro momento, mas agora o povo Iraquiano sabe delas.

Pergunta - Sobre a questom mencionada do Iraque. A luita de seitas neste país ocupado está a ser provocada. Recentemente uns quantos generais de EUA estivérom a dar advertências sobre "o incremento da guerra civil" no Iraque. Poderia o senhor dar-nos o seu ponto de vista sobre isto?

Hassan Nasrallah: Os imperialistas procuram é ganhar a guerra por dentro, com intrigas, umha vez que nom pudérom através das armas, tentam através da criaçom de umha guerra de seitas por meio de alguns, assim chamados, grupos de resistência colaboracionistas. A mesma armadilha foi utilizada mediante Saddam antes, contra os shias e os curdos. E agora eles continuam com o mesmo truque. Hoje nom há um Saddam, mas dúzias de Saddams. eu chamo o meu povo, os nossos povos, a nom dar atençom a estas armadilhas. Sejamos vigiantes sobre a morte de irmaos e irmás.

Pergunta- Como avalia o senhor a actuaçom do governo Turco?

Hassan Nasrallah: Mensagens a reagir sobre os acontecimientos do governo Turco fôrom recebidos polo governo israelita. Mas essas mensagens nom se convertêrom em acçom. As bombas utilizadas para o bombardeamento do nosso país chegárom da Turquia. Mais umha vez, segundo o que sabemos por fontes dos senhores, existem grupos de legisladores que som membros do Grupo de Amizade Turco-Israelita da Assembleia Nacional. O que desejamos, apesar disso, som reacçons claras. O governo turco ainda tem o estatus de ser o maior aliado da malta de contratistas.

Pergunta - Qual é o estado actual das relaçons com o movimento Socialista?

Hassan Nasrallah: O movimento socialista, que estivera distanciado da luita internacional por um tempo considerável, finalmente começou a se converter novamente numha fonte de apoio moral para nós (5). O exemplo mais concreto foi o de Hugo Chávez, o Presidente da Venezuela. O que a maioria dos estados Mussulmanos nom fam, foi feito por Chávez, que retirou o seu embaixador de Israel (6). Além disso, ele comunicou-nos o seu apoio à nossa resistência. Isto foi umha fonte de apoio moral à nossa luita. Podemos observar umha atitude similar dentro do movimento revolucionário Turco. Tivemos irmaos socialistas da Turquia que fôrom à Palestina nos 60 luitar contra Israel. E um deles ainda permanece na minha memória e no meu Coraçom: Denizs Gezmis… (7)

Pergunta - Qual é, para o senhor, a importáncia de Denizs?

Hassan Nasrallah: Nós agora temos novos Denizs. As nossas fileiras estám sempre abertas para novos Denizs contra os opressores. Deniz viverá sempre nos coraçons dos povos da Palestina e Líbano. Ninguém deve duvidar isto. Desventuradamente, já nom há umha luita comum e fraternidade contra o inimigo comum deixada polos Denizs. O que gostávamos era que os nossos irmaos socialistas no Líbano luitassem connosco, em pé de igualdade, contra o imperialismo e o Sionismo (8). Esta luita nom é apenas nossa. É a luita comum de todos aqueles oprimidos do mundo. Nom esqueça o senhor que se os povos da Palestina e o Líbano perderem esta guerra, isso significará a derrota de todos os povos oprimidos do mundo. Na nossa luita contra o imperialismo, os revolucionários deveriam também tomar a responsabilidade e deveriam converter-se novamente em Denizs nos olhos e nos coraçons do povo da Palestina e o Líbano.

Pergunta - É possível ver posters do Che, Chávez, Ahmedinecad vê Hezbollah lado a lado nas ruas de Beirut? Som estes os sinais de umha nova polarizaçom?

Hassan Nasrallah: Nós saudamos os dirigentes e os povos da América Latina. Eles resistírom heroicamente contra os bandidos norte-americanos e fôrom umha fonte de apoio moral para nós. Eles estám a guiar e a mostrar o caminho para os povos oprimidos. Enfim, dem os senhores umhas voltas polas nossas ruas! O senhor há de ser testemunha de como o nosso povo abraçou Chávez e Ernesto Che Guevara. Quase em todas as casas, o senhor vai encontrar posters do Che ou Chávez. O que nós dizemos aos nossos amigos socialistas que querem pelejar connosco pola fraternidade e a liberdade, é que nom pretendam vir se forem dizer que a "Religiom é um ópio"(9). Nós nom concordamos com essa análise. Aqui está a maior prova disto, nas nossas ruas, as fotos de Chávez, Che, Sadr e Joimini a ondearem juntas. Enquanto os senhores respeitarem as nossas crenças e nós as dos senhoress, nom há potencial imperialista que nom podamos derrotar.

Pergunta - Voltando às ameaças na regiom. Os governos ocidentais estám a intensificar a sua pressom sobre Damasco e Teerám, para os que estám a propor umha "mudança de regime." Algumhas Fontes som da opiniom de que o ataque contra o Líbano é parte de um dirigido a Siria. É, em sua opiniom, umha guerra regional possível?

Hassan Nasrallah: Os centros do poder imperialista querem converter toda a nossa regiom em colaboracionistas. Eles esperam que nos ponhamos de joelhos perante eles. Síria, Irám e nós opomo-nos a isto. A provocaçom que constituiu (o assassínio) do ex-primeiro-ministro Libanês Refik Hariri e os esforços para se assegurarem da retirada do Exército sírio do Líbano e, ainda mais, os seus desejos de atacar Teerám devem-se todos a esta causa. Vamos resistir pola pátria e a liberdade. Vamos resistir para nom termos que ficar de joelhos. Os imperialistas de Ocidente estám a procurar fazer um segundo Kosovo do Líbano e da nossa regiom. Estám a procurar enfrentamentos entre seitas. Mas estragamos-lhes essa armadilha. Nas nossas ruas, em todo o Líbano, as comunidades cristás, sunitas e shias estám a erguer as bandeiras de Hezbollah. Estamos nós, e está o Irám, está a Síria, a Venezuela, Cuba e a Coreia do Norte (10). Estám os povos que resistem na Palestina, Iraque e Afeganistám. Enquanto existir o imperialismo e as ocupaçons, estes povos continuarám resistindo na nossa regiom. Eles podem esquecer a paz. Se quigerem paz, eles deverám agora respeitar a liberdade dos povos e deverám eliminar as maltas colaboracionistas. Nom serám capazes de transformar o nosso país e a nossa regiom num novo Kosovo. Agora o nosso povo está consciente de todo e nom vai aceitar armadilhas imperialistas.

Nom permitiremos, em nengumha circunstáncia, que ataquem o Irám ou a Síria. Nós vamos brigar pola nossa liberdade até a derradeira gota do nosso sangue. Que nom haja dúvidas sobre isto. Denunciárom que o Irám tem armas nucleares à sua disposiçom. Porém, a maior parte das armas nucleares estám em maos das maltas de colaboradores de Israel e nos EUA. Além disso, as armas nucleares som apenas a escusa que apresentam para criarem regimes colaboracionistas na regiom.

Pergunta - Existem acusaçons que dim que Hezbollah é dirigido a partir de Teerám. Qual é o ponto de vista do senhor a respeito disto?

Hassan Nasrallah: É umha grande mentira. Nós somos umha organizaçom independente libanesa. Nom recebemos ordens de ninguém. Mas isto nom significa que nom formemos alianças. Permita o senhor que lhe reitere, nós temos umha posiçom. Estamos do lado do Irám e a Síria. Eles som os nossos irmaos. Nós vamo-nos opor a qualquer ataque contra Teerám ou Damasco até a derradeira gota do nosso sangue, tal como o fazemos polo Líbano. Defendemos a resistência global contra o terrorismo imperial global.

Pergunta: Há algum outro ponto a que o senhor gostava de se referir?

Hassan Nasrallah: A paz nom pode ser unilateral. Enquanto existir o imperialismo no mundo, a paz permanente é impossível. Esta guerra nom acabará enquanto houver ocupaçons no Iraque, Afeganistám e Palestina.

NOTAS:

1. Hassan Nasrallah, máximo dirigente, presume-se que político e militar, do "Partido de Deus" ou Hezbollah, umha vertente fundamentalista islámica. Atribui-se-lhe a direcçom absoluta de Hezbollah e a sua cabeça tem preço para Israel, que tratou de o assassinar em várias ocasions.

2. Hezbollah, ou "Partido de Deus", umha organizaçom islámica fundamentalista, quer dizer, que professa a formaçom de um Estado islámico no Líbano, mas que demonstrou umha grande flexibilidade táctica. Por exemplo, aliou-se com regimes díspares como o secular Governo da Síria e a Republica Islámica do Irám, que lhes facilitam armas e apoio logístico para os seus operaçons militares e programas sociais. Politicamente, Hezbollah é apenas radical no seu programa de instauraçom do Islamismo no Libano e na sua resistência tenaz às tropas de Israel. No plano interno prefere um programa de reformas sociais baseadas na ajuda económica e subsídios aos mais pobres, controlados polas agências religiosas. Difere com al-Quada freqüentemente, já que considera a mesma como umha organizaçom que serve aos interesses do imperialismo e opom-se aos seus desígnios de enfrentar Shias e Sunitas. Também participa do sistema eleitoral do Líbano, onde atingiu 14 deputados na sua Assembleia Nacional e tem dous ministros no gabinete, onde participam representantes de partidos com os que mantém diferenças religiosas e políticas. Fundado em 1982 por um grupo de cregos para fazer frente à ocupaçom israelita, reivindicou em 1983 a voadura das barracas dos Marines dos EUA que estavam estacionados no Líbano e obrigou ao entom Presidente Ronald Reagan a retirar as tropas desse país. Desde entom, Hezbollah figura na lista de organizaçons terroristas dos EUA. Recentemente, a Mossad (inteligência israelita) lançou o rumor, que nom foi provado, de que Hezbollah é responsável polos atentados contra a AMIA e a Embaixada de Israel na Argentina. EUA denunciou repetidamente que Hezbollah conta com agentes e negócios que lhe fornecem fundos na Tripla Fronteira (onde se unem o Brasil, a Argentina e o Paraguai). O Governo brasileiro de Lula, com o apoio de Kirchner, formou umha central de inteligência na zona para investigar. Hezbollah foi aliado das tropas sírias enquanto estas permanecêrom estacionadas no Líbano até o ano passado, quando fôrom obrigadas a retirarem-se devido a acusaçons de que fôrom as responsáveis polo assassinato de um ex-primeiro-inistro libanês.

3. Seguramente se refira aqui a organizaçons como al-Quada a que os EUA trata de identificar com Hezbollah e Hamas.

4. Fatwas: decretos religiosos que alegadamente som de cumprimento obrigatório para todos os mussulmanos. Todas as fracçons do islamismo as utilizam mas apenas os partidários de um ou outro ramo da religiom as observa.

5. É difícil precisar a quê ou a quem se refere Nasrallah, já que o movimento contra a guerra no Iraque ou agora contra a invasom de Israel do Líbano, praticamente nom existiria numha quantidade de países sem a organizaçom e mobilizaçom da esquerda.

6. Refere-se às declaraçons de Chávez durante à sua recente visita a Teerám, onde declarou que Israel utilizava métodos similares aos do nazismo. O retiro temporário de um diplomático de outro país considera-se um acto de mal-estar polas acçons ou declaraçons de um outro governo. É umha acçom principalmente simbólica que nom implica ruptura de relaçons diplomáticas.

7. Denizs Gezmis, um dos três dirigentes do Exército de Libertaçom do Povo da Turquia executados polo governo do seu país a 6 de Maio de 1973 polo seqüestro de quatro empregados da NATO e por outras acusaçons de actos levados a cabo contra interesses dos EUA, principalmente. Defensor das teorias da "revoluçom democrática", Gezmis começou a sua carreira política na universidade de leis de Ankara para depois fomentar, desde 1970, a guerra de guerrilhas. Gezmis estivo brevemente na Palestina nesses anos, onde participou de acçons contra o Exército israelita. O seu grupo político colapsou na sua morte. A sua ideologia era umha mistura de nacionalismo turco e estalinismo do terceiro periodo. É pouco provável que Nasrallah o mencionasse pola sua origem turca pola presença de dous jornalistas dessa origem e nom porque seja um genuíno representante do que ele chama o "movimento socialista." Nasrallah pudo ter mencionado, mas nunca o fai, organizaçons de esquerda do próprio Líbano que combatêrom contra Israel ou se oponhem à sua nova ocupaçom ou a organizaçons Palestinianas como o FPLP ou o FDLP, de origem e trajectória marxista.

8. Apesar das suas afirmaçons, sectores da esquerda do Líbano manifestárom que Hezbollah se nega a formar frentes genuínas com eles, preferindo agir apenas quando domina a situaçom e sem se supeditar a alianças políticas com a esquerda. Sim o fam, afirmam, com forças da burguesia Libanesa e isto levou-nos a integrar com elas o actual governo do país. A esquerda libanesa dixo que Hezbollah incluso se nega a cooperar com ela no resgate e ajuda aos feridos em combate, prefirindo em todo o caso os seus próprios recursos, que nom partilha com outras organizaçons.

9. Hezbollah nom permite a mais mínima discussom ou desafio das suas ideias religiosas o que fai qualquer frente muito difícil. Obviamente, Hezbollah de maneira habitual se refere como "infiéis" aos militantes de outros grupos religiosos ou à esquerda. Aparentemente isso nom lhe empece formar alianças de governo com sectores da burguesia libanesa.

10. Aqui Nasrallah mostra umha grande flexibilidade táctica ao admitir a presença de outras luitas, nom apenas as dos povos e organizaçons islámicas. Ainda que a sua lista seja muito limitada e algumhas das suas eleiçons, como a Coreia do Norte sejam, polo menos, grotescas.

Notas responsabilidade do tradutor para a versom espanhola: Sebastián Robles


 

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