BNG votou a favor do envio de tropas espanholas ao Líbano

8 de Setembro de 2006

O BNG continua no caminho de força bem-comportada e "responsável", homologando-se com o pior reformismo e fazendo o jogo ao chauvinismo espanhol. A última, ontem mesmo, no Congresso espanhol dos Deputados, onde todos os grupos dérom um recital de "modernidade" e "consenso" em apoio a umha resoluçom que legitima o expansionismo israelita e marca o objectivo de desarmar a resistência libanesa, além de favorecer os negócios das transnacionais na reconstruçom do Líbano.

Numha vá tentativa de lavar a consciência, o porta-voz do BNG no Congresso, Francisco Rodrigues, afirmou que votavam a favor do envio de 1.100 soldados ao Líbano "apesar de sermos conscientes da fragilidade e dos limites da resoluçom da ONU". Na verdade, a resoluçom nom é "frágil", senom que fortalece as posiçons pró-israelitas dos organismos internacionais, e o papel de potência auxiliar imperalista da Uniom Europeia. Daí que conte também com o apoio do Partido Popular.

Os votos do BNG tenhem umha importáncia nom aritmética, mas simbólica, pois é a primeira vez que o ainda autodenominado nacionalismo galego apoia o envio de tropas militares espanholas a um conflito, e fai-no numhas condiçons que em nengum caso garantem nem que Israel detenha a sua estratégia expansionista, nem que os povos agredidos podam exercer o seu legítimo direito à autodefesa.

Ao contrário, a intervençom europeia e, concretamente, espanhola, no conflito, fai-se no quadro dos acordos preferentes e a colaboraçom militar existente com o Estado terrorista de Israel, segundo já denunciou NÓS-Unidade Popular, que num comunicado afirma que nom toda a sociedade galega apoia as posiçons das deputadas e deputados galegos presentes no Congresso espanhol. A formaçom socialista e independentista rechaça tanto o envio de tropas como a resoluçom 1701 que dá cobertura ao mesmo.

BNG e IU a favor do envio, PCP e Bloco de Esquerda, contra

Cabe sublinhar que também a reformista Izquierda Unida aderiu ao voto favorável ao envio de tropas, apesar das dúvidas manifestadas polo PCE, em princípio contrário. Frente à posiçom do BNG e IU, a esquerda parlamentar portuguesa manifestou-se abertamente contra o envio de tropas e contra a resoluçom 1701 em que esse envio se insere. Tanto o PCP como o Bloco de Esquerda denunciárom a parcialidade da resoluçom, que equipara os massacres sionistas com a resistência dos povos agredidos, e pedírom que o exército português nom participe na intervençom militar.

 

 

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